quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Datas festivas

Não quero parecer ou ser cético, menos ainda ser aquele que quer apenas apontar defeitos e criticar o sistema capitalista, mas tem certas coisas para as quais devemos retornar a atenção nessas datas festivas, retornar a textos e assuntos polêmicos, antigos e até mesmo um pouco batidos, mas sobre os quais as pessoas não se conscientizam.

O Natal está aí como apenas um destes exemplos, temos ainda páscoa, feriados religiosos e até mesmo os nossos aniversários. Fugindo até mesmo dos valores mais profundos do cristianismo, o nascimento de Cristo, a sua paixão e ressurreição e a memória dos santos e santas reconhecidos pela Igreja Católica, mas nos voltando para aqueles valores mais visados pela sociedade nos dias atuais. A compaixão, a humildade, o perdão, a amizade, a fraternidade, o espírito de confraternização, que são em todos os natais, páscoas e outras datas, tão comentados e chamados a emergir na sociedade, nos dias de hoje são tão facilmente substituído por um espírito consumista e egoísta.

Percebo isto analisando desde pessoas bem próximas até pessoas desconhecidas no shopping. Não sou um antropólogo ou algo parecido, mas existem coisas que são tão naturalmente expressas no rosto das pessoas que se tornam impossíveis de não serem reparadas. Vejo pessoas que dizem claramente que só darão presentes a outras se as mesmas também lhes presentearem. Pessoas que querem comprar roupas cada vez mais ostentadas para exibir um suposto status ou apenas alimentar a avareza, gente que faz tudo para usar esta data, mesmo sem perceber, para aparecer e se sentir mais que os outros.

Lógico que não acho que as pessoas estejam proibidas de dar presentes as outras, até por que isso representa, normalmente, o apreço que temos por alguém, mas se é para presentear e viver estas festividades, sobretudo as de passagem de ano, que o façamos com sinceridade e hombridade. Que se faça um breve exame de consciência para perceber onde estamos realmente sendo pessoas e humanos que buscam viver suas virtudes e quando estamos apenas querendo nos exibir e chamar a atenção com ostentações que não temos ao longo de todo o ano.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A primeira despedia real


Este é o ultimo texto em sequência que escrevo sobre este assunto, sobre a historia que tem tido sequência aqui no blog, em breve talvez eu retome esta narrativa, mas vamos ao que realmente interessa hoje.

Bem, a vida podia ser feita de flores e bombons, mas infelizmente não é assim que as coisas seguem. Apesar da felicidade e da realização de momentos verdadeiramente inesqueciveis já vividos pelo cavaleiro de olhos negros e a menina de olhos de pidona, coisas ainda estariam por vir, tormentas e tribulações que somente corações realmente unidos, entrelaçados e dispostos poderiam superar, ainda não era possível nem ao menos imaginar as coisas que o próprio destino poderia armar sobre este casal.

Pessoas que vão contra o relacionamento que pode ou não estar começando, ela com seus pais aflitos e preocupados, sem entender o melhor para vida da filha, tentando controla-la e impedi-la de tomar suas decisões e fazer suas escolhas. Antigos amores que querem vir a tona, amigos que querem influir na vida de ambos, como se ninguém soubesse decidir sobre si neste mundo. Mas acredito que o maior e mais difícil mal seria mesmo a distancia, a necessidade imposta pela realidade de ambas as vidas de permanecerem separados por um tempo que independente da duração seria grande demais para estes corações.

A despedida ainda mais longa que o normal imposta a este casal transformaria tudo em algo diferente, impossível saber se tais mudanças propiciariam algo melhor ou pior, o bem ou o mal, mas certo seria que nada seria igual, mesmo porque a distancia não era a única coisa a influenciar nestas vidas tão próximas, mas agora tão distantes e talvez desconexas de si mesmo, perdendo o sentido real da existência de cada um de nós, a felicidade ou no mínimo a procura desta.

Chegado o dia da partida, não obstante ao que já era costume, ele tentara fazer algo diferente pra ela, algo que o tornasse sempre mais inesquecivel na mente daquela que ele queria apaixonar. Mas perdido na profundidade da verdade expressa no olhar pedinte de carinho, aqueles olhos negros não sabiam como agir senão acolhendo aquele corpo frágil e sedento em si, os longos e paradoxalmente curtos momentos juntos os tornavam sempre mais ligados e mais íntimos, a liberdade se tornando cada vez mais profunda e pura os fazia sentir-se cada minuto mais feliz, como nunca experimentaram antes. A noite tão reveladora para eles se esvaia entre suas mãos quase unificadas, com desejo de eternidade, mas a impotência de mortais que não podem decidir plenamente sobre suas próprias vidas.

A hora da partida, cada vez mais sentida, já presente nos corações, hora apaixonados, hora questionados, gritava a sua necessidade de acontecer, mesmo contra a vontade poderosa daqueles olhares tão íntimos, os toques desbravadores e as falas de ultimo fôlego. A despedida, até então a mais dolorosa acontecia entre pensamentos e estimas de reencontro, duvidas de algo ainda maior ou realmente um fim de algo curto, mas eterno nas lembranças, esta, a única que jamais acabaria na mete dos dois, do cavaleira de olhos negros que montava em seu cavalo para um jornada, em terras distantes e da menina de olhar de pidona, que permanecia em sua terra mãe, esperando o retorno daquele que nada prometeu a ela, mas que falava com o olhar que queria te-la outra vez.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Segundo Ato

Tenho o olhar como uma espécie de porta, como a entrada para algo mais profundo.

Talvez ele, o homem do romance duvidoso que lhes relato, também pensasse assim, pois não se pode deixar aquietar com a lembrança daquele olhar e da noite que passara com a dona daqueles olhos intrigantes e sedentos, a coordenadora dos gestos sutis e mansamente sedutores, a possuidora do poder de prender a atenção daquele guerreiro, destemido e ate então inatingível por sentimentos afetivos e tão românticos.

Mas algo naquele rosto lhe intrigava, não apenas o olhar ou gestos, ele a desejava como um afogado deseja o ar. Desmedido pela incerteza do que estava acontecendo, ele não se conteve ou se reteve e partiu em busca dela, uma busca alucinada e desmedida para encontrar aquilo que pudesse sobrepor o vazio que ate então ele nem mesmo sonhara que tivesse. O reencontro, sutil, quase como um acaso, e talvez assim mesmo ele quisesse que parecesse, não podia dar bandeira e revelar sua intenção tão egoísta e tão autruista, paradoxo real e presente no olhar daquele homem maravilhado pela beleza daquele rosto que o acompanhava desde a primeira vez, em sua mente, nos sonhos mais inesperados e nos momentos mais descontraídos.

O segundo encontro se fazia existir, mas a duvida, ou mesmo a preocupação agora era: como tornar este encontro inesquecivel? Como fazer com que ela encontre nele o que ele agora pode usar para se saciar através dela?

Pois quando a magia flui, as coisas simplesmente acontecem. Como que em um toque de magica, um pequeno bonus proporcionado por Deus, a chuva desce, esperada ao longo de todo o dia, quisera pois cair sobre as cabeças desses novos amantes. Não por um acaso, mas para aumentar ainda mais o vinculo já existente entre eles. A gotas no rosto dela ressaltavam a beleza de sua face, brilhando como diamantes que cobrem a mais suave pele. O som das gotas caindo ao chão soavam como instrumentos musicalizando a voz doce e ainda insegura dela que talvez nem soubesse o que queria, mas que estava ali, entregue.

Mesmo sabendo de uma plateia silenciosa ao fundo, que os observava de longe, tentando se fazer perceber, eles viviam ali o cenário perfeito do segundo ato. Não pelos artifícios que a própria natureza, ou que outros homens na sua desordem tivessem colocado ali, mas apenas pela presença dos dois, a chuva, o som, os olhares, os toques. Toques estes que revelavam a alma de ambos, no silencio inóspito criado pelo som da chuva. A magia se tornara ainda mais forte, os laços iniciados pelos movimentos de um outro dia se consolidavam a margem desta cena inimaginável.

O corpo de ambos entre abraços e tremidas anunciavam mais uma vez a hora da despedida, mas a certeza implacável de um novo encontro. A plateia alterada, quase invadia o palco dos atores escolhidos pela vida, mas o espetaculo não para assim, apenas da um tempo, uma troca de figurinos e a edição de um novo texto, alimentado pelo anseio de novas experiências tão inesqueciveis quanto as ate então narradas.

Ainda acredito em um futuro maior, nossos atores não se despediram de forma definitiva ainda. Eu também não poderia deixar que o fizessem. Farei ainda o papel do delator falho de uma experiência que não tem descrição, pois esta alem da compreensão de nossas mentes, acho que mesmo vivendo para saber o que passam esses amantes, mas ainda tentarei passar aquilo que posso observar. Quem sabe daqui a alguns dias um novo ato? O que nos resta eh aguardar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Apenas o primeiro encontro

Aquele olhar dizia coisas que as palavras tentavam por defesa esconder, mas alguns de nos tem um leitor inconsciente de olhos sedentos. Percebi naquele brilho algo que não havia encontrado em nenhum outro lugar. O desejo de viver, a vontade de ser feliz, mais do que já tivera sido ate então. Tudo parecia tão novo que se tornava imediatamente inexplicável, apenas se podia viver, assim como aqueles sentimentos... quem sabe os mais puros, verdadeiros e prazerosos. Olhos de pidona que só queriam aquilo que toda pessoa deveria dar, mas muitos tem o receio, o medo de fazê-lo.

O corpo, não obstante, mandava mensagens mais sutis, essas sim, quase indecifraveis, pelo menos para um mero admirador da expressão humana fascinado pela luz dos olhares. O toque suave, os convites subliminares que vinha com aquela jogada de cabelo, ou mesmo com o jeito de prende-lo, tudo já a deixava exposta. A exposição que se fazia real naqueles passos de uma noite quente e vazia causaram verdadeira revolução no interior do rio de sentimentos e ilusões que fluía naquele contemplador silencioso.

As próprias palavras, que nunca haviam tido forma clara, começaram a se entrelaçar revelando sintonia ímpar, que eu mesmo nunca vi - se já tiver visto algo assim, relate-me caro leitor - mas estava encantado em ver e presenciar. Tudo era como magico, tamanha magia não podia parar, aquele que a tentasse impedir provavelmente seria arrebatado, tamanha a forca de atracão do olhares e da unificação das palavras. Tudo já estava provavelmente escrito, ou pelo menos encaminhado para o encontro final, ou inicial já que proporcionou muitas coisas mais.

A noite se esvaia, o tempo, feroz exterminador de bons momentos que deviam ser eternos, já urgia como o monstro dos desencantos, mas não seria este semi-deus vitorioso desta vez, pois a sintonia entre aquelas duas almas já os fizera titãs com disposição para vencer quase, senão todos os desafios. A despedida, inevitável recuada, aconteceu de forma a unir ainda mais os dois desbravadores de si. O olhar, foi apenas a porta de entrada para um universo particular e aparentemente sem fim, aqueles dois desbravadores ainda voltaram a caminhar por tais caminhos desconhecidos. Eles iram se entrelaçar mais, se tornar quase um, esta historia não se limita a um encontro, a uma despedida. E eu lhes mostrarei, leitores inspirados, sedentos de novas manifestacoes do amor, o desenrolar dessa sutil e suave historia de um casal desconhecido, mas intimamente entrosado.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Imagem de vida e morte

A morte eh mesmo um assunto tabu na nossa sociedade, eh um tema complexo, mas paradoxalmente simples. A morte eh algo que faz parte do nosso cotidiano desde a infância. São horas de partida frequentes ao longo da vida. Em oposição a morte esta o nascimento, pessoas que chegam e realimentam a nossa esperança, o desejo de viver. Chego a pensar que em cada pessoa que vejo morrer, morre também um pouco de mim, mas em cada pessoa que vejo chegar a vida eh como a reposição de um pedaço que faltava.

A morte esta sempre presente causando de alguma forma a ausência de pessoas que amamos, ou mesmo pessoas que nem conhecemos. Um avo com quem falamos poucas vezes, um irmão que temos que ver partir, um amigo que vai embora e perde o contato, ou mesmo alguém com quem não queremos mais falar. A morte não eh apenas o fim da vitalidade, mas o fim do relacionamento, o fim de abtos ou atividades que outrora eram comuns e ate indispensáveis.

Contudo a morte não eh solitária, mas gosto de pensar que a morte eh apenas uma possibilidade de trova e de renovação, mesmo que por muitas vezes a morte venha em momentos inesperados levando coisas ou pessoas a quem dedicamos carinho e que gostamos muito, ela acaba por dar espaço para novas experiências e novas pessoas. Eh como um ciclo que não pode parar, pessoas que vem e vão, vidas que se iniciam e se encerram. Assim como as pessoas que vi morrer, quer pelo fim dos batimentos, quer pelo ultimo adeus, sempre deixaram saudade, mas a própria vida acalenta seus filhos com novas possibilidades.

Quem eh que não se sente renovado pelo choro de uma criança recem-nascida? Quem ano vê um novo sopro de vida em uma nova amizade que se inicia? Por isso, por mais dolorosa que possa ser a perda de alguém eh preciso abrir o coração e a mente para perceber que cada partida eh apenas meio para uma nova chegada, um fim eh apenas um novo inicio. A gente tem o costume de nos prender a coisas presentes, sem pensar que o melhor da vida pode ainda estar por vir.

"Me assombra tua face negra enfeitada de noite
Me assusta a forma sucateira com que te aproximas
Me entorpece a sua impetuosa ação
Me desnorteia a fúria irreal com que carrega-nos
A beleza escondida pelo teu manto negro e a foice impiedosa
Reflete-se nas flores esquecidas, deixadas ao chão
Espelha-se na face enrugado daquele que nasce
Cada chegada já marcada pela partida
Não se escolhe o momento, nem de chegar nem de partir
Escolhe-se apenas a trajetoria
Marcada por uma despedida inicial e um ola final
Adeus inicio, adeus nascimento, adeus novo
Ola fim, ola sol poente, ola morte doente insaciável."

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Feliz acaso

Hoje me deu vontade de escrever algo pra relaxar um pouco. O clima no Rio de Janeiro não esta nada bem, violência gritando pelas nossas ruas. Alem disso tem as cenas de intolerância e violência que tem assombrado o nosso país, assunto que vejo ao menos um pouco abordado na postagem anterior. Hoje a ideia era mesmo escrever algo pra relaxar, pensando a respeito pensei em falar de algo que tem acontecido. Esporo que o texto posso mover tanto no leitores quanto a situação tem movido em mim.

Algumas coisas acontecem de forma quase divinal, ou se aproximando do conceito de divino que temos. Pessoas que chegam na nossa vida sem aviso prévio ou sinais de abordagem. Em uma noite casual, de uma forma, a principio, ordinária, mas que se revela excepcional. A felicidade simplesmente se aproxima sorrindo e dançando, convidando para dançar juntos e brincar uma noite que perdeu o valor de ordinária.

Acredito que esses encontros não simples acasos rotineiros, ou momentos sem valor que passam. Na verdade me entristece o desvio de pessoas da mesma idade que eu, pessoas que pensam que esses encontros são apenas uma chance de beijar na boca ou o que mais a noite e a pessoa permitirem. Mas não eh assim que acontece pra mim, cada momento se torna único, indefinível e indecifravel, não pelo momento apenas, mas por tudo que ele ocasiona.

Quem poderia dizer que em uma noite de uma primavera qualquer poderia aquele sorriso desabrochar dentre tantas outras rosas e cravo? Quem imaginaria que aquele sorriso simples poderia ser apenas a porta de entrada para uma personalidade irreconhecivel e inimaginavelmente surpreendente e apaixonante? Acho que você não poderia, assim como eu mesmo não pude perceber, mas quando Deus, ou o destino, ou o que quer que você acredite, da uma chance assim, não costumo deixar passar, acho que ninguém deve deixar passar gratuitamente.

Não eh sempre que algo tão profundamente belo bate a minha porta, nessas poucas vezes faço o possível para abrir. Infelizmente certos conceitos como felicidade e amor estão tão banalizados que as pessoas acham que já não se deve lutar por eles, mas não ser'a assim, não comigo. Vamos viver juntos a possibilidade dessa paixão, mergulhar no abismo de emoção que se dispõe a nossa frente, afinal a felicidade esta em n'os, precisamos apenas de alguém que nos permita encontra-la.

"Por vezes tentando fugir da mentira contida na verdade
Encontrando as dificuldades de falsas verdades
E mentiras tão verdadeiras que chegavam a enganar
Me percebi desacreditado de sorrisos de alegria
Mas com toda beleza contida em via ela surgiu
Em meio a escuridão surgia aquele sorriso brilhante
Esplendoroso no brilho de uma verdade desconhecida
Transbordante da paz jamais encontrada em sonhos
Entre sorrisos, danças, cantos e palavras
Envolvido por aquele encontro que logo se tornara despedida
Afligi-me pela certeza do adeus, a dor da partida
Sorte a felicidade trilhar caminhos doces de volta
O reencontro ainda mais entusiasmado e certeiro
A verdade e a paz do seu sorriso volto a para ocupar meu vazio"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Opinião sobre Lei antihomofobica

Não me considero uma pessoa homofóbica e apesar de saber que o texto a seguir provavelmente irá gerar rasoavel discussão creio que seja relevante escreve-lo, mesmo porque o direito de opinião é assegurado na Constituição do nosso país.

Começo este texto dizendo que respeito a escolha das pessoas, mas acredito que cada pessoa deve ter consciência, maturidade e honra para arcar com as consequencias de suas escolhas. Não apoio nenhum tipo de preconceito, mas acho aceitável que pessoas analisem e criem seus próprios conceitos, quer em relação a coisas ou pessoas. Não defendo nenhum tipo de violência, qualquer que seja sua natureza.

Agora, caminhando para o que considero o tema central e o motivo pelo qual me sento nesta cadeira para digitar, quero falar e chamar a discussão sobre o Projeto de Lei 122, que está no senado, no momento aguardando aprovação. Esta lei se intitula anti homofóbica, contudo existem pontos nela para os quais deve ser voltada a atenção. Esta lei me parece o tipo de lei que presa pela liberdade de uns em detrimento da liberdade de outros.

Na impossibilidade de poder digitar com exatidão tais pontos por conta do tamanho final do texto vou tentar exemplificar de forma resumida algumas coisas. A lei defende que se um homem contrata alguém para cuidar do seu filho, alguém em quem ele quer confiar para ajudar na educação e instrução do seu filho da forma com a qual ele mesmo faria, mas descobre que esta pessoa contratada é homossexual, no caso do contratante demitir o contratado ele pode ser preso, a menos que eu esteja enganado são 2 a 5 anos de prisão. Um padre, pastor ou qualquer outro líder que quer defender sua crença, doutrinas com séculos ou até milénios de idade, se este líder, religioso ou não, defende a homossexualidade (desculpe, não sei se é este o atual termo tido como politicamente correto) como um erro, ele pode ser preso por 2 a 5 anos. Entre outras coisas, nestes dois pequenos exemplos já se pode perceber que a lei é no minimo um pouco anti constitucional. Vale lembrar que os exemplos valem também para negros, religiosos ou qualquer pessoa que se considere parte de uma minoria.

Como já disse, não apoio nenhum tipo de preconceito, sou contra racismo, homofobia, intolerância religiosa e tudo mais. Defendo sim penas contra qualquer ato criminoso, mas não vejo por que causa um homossexual tem direitos mais abrangentes que os demais membros da sociedade. Na minha visão, e acredito que perante a justiça também, um homem e uma mulher, ainda que homossexuais ainda são homem e mulher. Existem leis que servem para punir pessoas que praticam agressão, física ou verbal, homicídio, intolerância entre outros atos de violência. Entendo então que não seja necessária ou mesmo viável uma lei que irá dar penas mais severas a alguém que pratica um ato contra homossexual ou qualquer outro alvo de preconceito. Não consigo assimilar a razão para que uma pessoa que compõe qualquer minoria seja discriminada e amparada por uma lei especifica. E olha aí a palavra, discriminada por uma lei, como se um homossexual fosse alguém diferente, mas não é o homossexual, o negro, o indígena... não são esses os mesmo que lutam por igualdade?

É lógico que qualquer pessoa que comete um crime contra qualquer outra deve ser imediatamente punida, isso vale para qualquer pessoa, assim como os direitos amparados por lei valem também para qualquer pessoa. É preciso entender que existem ainda hoje na sociedade escolhas e atitudes que chocam, as pessoas que decidem tomar tais decisões precisam entender que elas vão ser sim alvo de olhares tortos, questionamentos e até mesmo certo preconceito, acho que isso é normal, mas é claro que tais choques sociais não podem se subverter em atos de intolerância ou violência. Acredito ainda que não podem as minorias querer quebrar conceitos e valores mantidos pela sociedade por tanto tempo em apenas alguns dias ou mesmo anos, assim como não cabe a sociedade se fechar as diferenças.

Quero contudo atentar que a gente tem o comum e triste habito de pensar que o mundo deve se curvar a nossos pés, como se fossemos obrigados a não apenas tolerar, mas concordar e amar as escolhas alheias, isso não é possível, pessoas são diferentes e com efeito vão divergir sempre em inúmeros conceitos.

Se pensar desta forma, se for necessário haver uma lei especifica para tais atos, o que já é, na minha visão, além de anti constitucional, uma afronta a liberdade de todos, acho que é valido criar um lei para quando pessoas heteros se sentirem ofendidas. Exponho aqui uma situação pela qual passei, sou heterossexual e ao caminhar pela rua usando do meu dirento de liberdade, direito de ir e vir fui abordado por um homossexual que veio tentar passar a mão em mim, quando ia para o outro lado da rua afim de fugir de confusão o individuo vinha atrás de mim. Qual seria então a atitude que eu deveria ter? Deveria eu deixar ele passar a mão em mim ou o que mais quisesse? Acho que não, mesmo porque não combina com a minha opção sexual, mas acho que se eu tivesse apenas dito que não sou homossexual, que era para o individuo se afastar de mim, se estivesse em vigor o PL122, eu poderia ser tratado como criminoso, possivelmente preso, apenas por exercer a minha liberdade de escolha.

Se você é uma pessoa sensata, heterossexual, homossexual, negro, indígena, religioso, judeu ou qualquer que seja sua ideia filosófica, sexual ou qualquer coisa, vai entender o que quis dizer com este texto e vai discutir, mas sem descer o nível ou coisa parecida. Convido-o ainda a analisar esta lei e perceber que há algo no mínimo um pouco errado nela. Peço desculpas se o foco do texto acabou ficando sobre a esfera homossexual, mas é realmente o assunto mais badalado do momento, por isso achei que seria importante e interessante falar sobre. Este texto é ainda em resposta ao nobre amigo Pedro, que me perguntou o que eu tinha contra a PL122 já que ele sabe que não sou homofóbico, espero ter respondido caro amigo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Aprender a estar de acordo

Não é suficiente concordar, mas é ainda mais importante aprender a estar de acordo, conhecer os assuntos, entender o que se fala, como se expõe, ai sim, quem sabe, concordar. Não se pode automatizar as decisões como se fosse sempre a mesma coisa, as mesmas situações. Por mais parecidas que sejam as experiências que temos ou as definições e coisas diversas que chegam a cada um de nós, é sempre diferente. Cada fato, cada acontecimento, cada verdade, sentimento, tudo chega de forma muito particular a nós, visto que cada um tem seus próprios impulsos, suas psicologias, visto ainda que cada sentimento e pensamento em nós tem o forte poder de se modificar com o tempo, é preciso estar atento para cada situação e a forma como cada verdade ou cada certeza que chega a nós.

Em dados momentos a pessoa se encontrará mais sucessível a certos impulsos e vai se sensibilizar e concordar com determinadas ações ou conceitos o que antes não acontecia, pois os impulsos são diferentes, é preciso perceber que tais mudanças de opinião não significam necessariamente uma queda de valores e princípios, mas sim uma nova percepção da vida. A gente muda com o tempo e em cada experiência conseguimos absorver novos conhecimentos e aprendizados que nos fazem reconhecer semelhantes fatos de maneiras diferentes.

De fato é fundamental estar aberto a tudo de novo que se aproxima de nós, o que não é fácil. Preconceito, medo, insegurança são coisas entranhadas na nossa sociedade, são coisas que nos impedem de vivenciar determinadas experiências, mas são também forças contra as quais precisamos lutar sempre. Conhecer novas realidade é fundamental, pois somente conhecendo é que se pode criar conceitos. Perdoem-me as pessoas que fazem isto, mas pessoas que solidificam conceitos já estão erradas, as pessoas que fazem isto sem mesmo um pouco de conhecimento de causa, são pessoas que vivem guiadas por um ímpeto de idiotice.

Não é possível ser diferente de todas as pessoas, menos ainda concordar com todos, por isso, o que é preciso fazer é estudar cada caso, cada situação, para depois criar uma conclusão e aí sim, concordar ou não. Talvez esta seja a grande dificuldade de hoje, pois as pessoas estão acostumadas a simplesmente seguir com a maré e viver conduzidos por modas, alimentados por aparências e rótulos. A grande questão, sobretudo para a juventude é saber questionar e trilhar um caminho próprio, ouvindo e assimilando conceitos e concordando ou não com o que julgar conveniente, além de rever com certa frequência os seus conceitos e conclusões para não cair na inércia. É preciso ter opinião e saber o que quer e porque quer, mas ser cego pelas própria certezas é no mínimo falta de inteligencia, ou privação da mesma.

"Um desejo de viver e outro de morrer
Viver o que creio, o que amo e a minha verdade
Morrendo sempre para o que não é meu, o que vem de outros
Vida e Morte se enfrentam diariamente na metáfora da vida
Viver para os próprio conhecimentos já é caminhar
Mas talvez não seja a melhor caminhada
Talvez seja uma caminhada cega com um único destino
Morte: Cultural, religiosa, ideológica...
Viver e morrer diariamente é essencial
Reconhecer os valores diários da vida e os temores da morte
Realidade que se deve enxergar com a alma
O peso das decisões não devem ser limites
Cada decisão se torna oportunidade de novas experiências
Certeza de novos conhecimentos e conceitos metamorfos."

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vale a pena ser criança

Me lembro dos tempos em que sou criança, sabe, quando tudo é bonito, tudo é divertido, divino e maravilhoso. Quando se é criança é difícil ver defeitos, por isso é difícil ser infeliz, a gente gosto de quase tudo, mas tem opinião, quando não gosta... nem vem que não quero! Acho que o mais legal em ser criança é a capacidade de se acreditar e confiar cegamente. A capacidade de não pensar duas vezes antes de buscar novas amizades, falar com o coleguinha que não conhecemos, mas que é o coleguinha, "vamos brincar?" ou "posso brincar com você?". É incrível como nos esquecemos de tudo quando podemos ser felizes, mas isso quando eramos, ou no meu caso, quando sou criança.

Quando criança se acredita nos pais, mesmo que eles inventem apenas histórias da Cuca, ou do bicho papão. "Papai Noel vem essa noite meu filho, durma e amanha você vai ver seu presente.", "Vai dar tudo certo, eu seguro a bicicleta!", "Calma, foi só um pesadelo, eu estou aqui agora.". Os pais são nossos maiores heróis, maiores protetores, mas não sei em que momento da vida a gente acaba esquecendo disso, ou deixando isso de lado. Sei que quando se é criança, olhar o pai como heroi, como a pessoa mais importante do mundo, a mãe é a eterna fada, as vezes até fada madrinha, realizando todos os sonhos. Como a gente é feliz quando é criança, quando acredita no que nem conhece, mas aí pensamos que temos que ser adultos e deixar de ser criança, pensamos que temos que provar todas as coisas por "A+B" e não ficamos feliz até a prova, mas nem tudo se prova, mas sempre se pode ser feliz.

Quase somos crianças achamos que todo mundo pode ser o melhor amigo e achamos até que não temos inimigos, eles só existem em histórias de revista e de TV. Quando não conhecemos alguém queremos brincar e conhecer, bata uma partida de futebol ou uns pulos na corda e já somos melhores amigos. Confiamos na possibilidade de que esta pessoa seja eterna na nossa vida, mas quando adultos temos medo dos aparências, das reações, do que se pode passar quando a gente chega se apresentando pra alguém. Crianças não ligam pra orelhas grandes, narizes estranhos, pesos em excesso... crianças apenas querem ser felizes.

Quando se é criança, isto é, há muito tempo... OPA! espera, não faz tanto tempo assim. Acho que cada um ainda lembra como é ser criança, se não lembra, existem tantas a nossa volta, as vezes esquecemos até disso, existem crianças a nossa volta. O tempo de criança não foi ontem, não é amanhã, apenas para nossos filhos, mas podemos ser crianças hoje. Ser criança não é ser sem noção, ser criança não é ficar fazendo coisas erradas, mas crianças são aquelas que mais podem ser felizes, tudo é motivo para rir. Sou criança para ser feliz, quando sou criança vejo todos como iguais, quando sou criança confio, acredito, admiro e obedeço meus pais. Digo apenas que quando sou criança sou mesmo mais feliz, não deixo de ser adulto por isso, mas quando se é só adulto é tão chato.

Sei que temos que nascer, crescer, evoluir, reproduzir e morres. Mas em nenhum momento temos que desacreditar da felicidade, desacreditar das possibilidades de coisas boas e das pessoas. É, tem que ter personalidade quando se é criança, ser você mesmo, dizer o que gosta e o que não gosta, não se curvar a modas que chovem sobre nós. Eu gosto de chocolate, gosto de doce, gosto de cinema e video game. E tenho dito! Quem não deixa eu ser assim é um bobão!

"Cansado de se render a algo tão maduro
O homem apenas busca uma opção
Recorda-se do tempo em que era feliz
Aquele tempo em que tudo era riso
Em que cada almoço era único, dava sempre vontade de comer tudo
Só não dava quando tinha aqueles legumes... ai ai!
Puxa, tinha um montão de amigos
Brincava tanto, mesmo a lição era divertida
O peso das obrigações era grande
Mas não se sobrepunha as diversões
Sempre que estava tudo difícil tinha aquela voz
Eram aqueles que davam segurança e apoio
Nada era o fim, pois cada dia era um novo começo
E ele sempre pensa que vai viver para sempre
Tudo isso era no tempo em que era criança
Ou melhor!
Tudo isso é nos momentos em que é criança!"

domingo, 17 de outubro de 2010

O peso

As coisas que faço são coisas que eu faço
O peso das coisas que faço recaem tão somente sobre mim
Não vale culpa sobre minhas influências
Sobre meus sentimentos ou desalentos
O que faço são meus atos, meus gestos

O peso das coisas que faço caem sobre mim

Os passos razos da minha vida curta
As palavras profundas que professei na escuridão dos dias
Ou mesmo as palavras não tão profundas idealizadas na luz da noite
Atos e lamentos surgidos de pensamentos puros, ou não

O peso das coisas que fiz recaem tão somente sobre mim

Decisões tomadas em meio a gritos da alma
A alma que por vezes adormecia para meu descanso
O descanso que por vezes me fez omitir
A omissão causa de queda e de intensa duvida
Duvida que sempre acompanha as maiores certezas

O peso das coisas que faço recaem tão somente sobre mim

A beleza do homem não está na sua face
A beleza não se faz pelas palavras que professa por amor
A beleza se cria pelo silêncio, soberano sábio dos dias
Fonte fixa e permanente de tamanha sabedoria
Ação pura em prol dos fracos, dos desvalidos

O peso das coisas que faço recaem sobre eles

Meus inimigos talvez desejem ver-me cair
Meus amigos podem desejar enaltecer-me
Mas quem o fará serei eu, com ou sem ajuda
Somente eu tenho o poder de crescer ou cair
Pois que somente minhas atitudes o farão acontecer

O peso das coisas que faço recaem tão somente sobre mim

A espada e o escudo não recaem sobre meus opressores
Mas estes servem apenas para minha proteção
Minhas espadas e escudos se levantam pelos braços dos meus amigos
A minha vida se protege pela atitude dos sábios que me cercam

O peso das coisas que faço caem e recaem sobre nós

Minha certeza de vitória
Minha incerteza confirmada na derrota
São marcas dos sábios em mim
Dos sábios que me superam
Ou mesmo as sabias decisões que conquistei

O peso das coisas que faço recaem tão somente sobre nós

Ao declinar por meus amores
Ao deitar-me em meu leito
Ao perceber a pausa ou o fim da luta percebo o peso dos meus companheiros
Ao entregar-me ao descanso percebo não estar só
Ao perceber vejo que nada que faço é somente meu
Ao que entendo tudo é de todos
Ao que digo com a certeza plena de um sábio em formação

O peso das coisas que faço recaem sobre nós, sobre todos nós

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Encher o copo ao lado

Hoje eu quero falar para aqueles que tem felicidade, aquelas pessoas legais e animadas que sabem bem o que é sorrir, aquela gente que sofre, mas vive como se fosse o ultimo dia e por isso não tem tempo a perder com sofrimentos e choros. Como é possível ser feliz sozinho? Acho que não é mesmo possível, assim como não dá pra guardar toda felicidade em si. Cara, normal mesmo acho que é dividir o que se tem.

A gente as vezes acaba esquecendo o quanto é bom ajudar, o quanto se tem alegria em dar alegria a outros, isso é bom demais, o sorriso no rosto alheio, a expressão de felicidade nas pessoas e as reações que isso causa. Acho que a alegria pode e deve ser como um dominó colocado em sequência, se a minha felicidade afeta a pessoa ao meu lado ela vai passar adiante e assim sussetivamente, sem parar.

Não sei porque, mas vejo pessoas que não conseguem sorrir e outras que se esqueceram de como se faz sorrir, não devemos ser eternos palhaços, mas basta observar as pessoas que nos fazem sorrir, aprender com elas e passar adiante. é como quando se tem uma garrafa cheia, o que me cabe fazer é encher o copo do meu colega, pra que vou guardar se não vou nem usar tudo que tenho?

Vamos, não sejamos egoístas, se posso sorrir posso fazer sorrir, posso ensinar a sorrir e mostrar como ser feliz. Mesmo que nos dias de hoje isso possa parecer esquisito, com a correria de cada dia até esquecemos as vezes de ser feliz, mas ainda dá pra encontrar intervalos ou até se dedicar integralmente, sem atrapalhar a rotina, a felicidade, a amizade, aos amores, aos sorrisos, piadas e brincadeiras. Todo dia é mesmo dia de ser feliz, todo dia é dia de se viver e de se deixar viver.

"Umas doses de alegria por dia
Pode até deixar um pouco embriagado no começo
Mas pode deixar que não se perde a consciência
Um pedaço grande e recheado de amizades
Com cobertura de doces amores
Isso pode engordar, mas só a barriga da felicidade
Quem é que não quer que esta cresça sempre mais?
Uma longa respirada no ar leve de piadas
Uma rotina de brincadeiras pesadas e em sequência
Sequências cada vez maiores
Arrume tempo para isso, todo personal recomenda
Sabe, em suma, é fácil ser feliz
Mas agente esquece quando deixa de ser criança
Então voltemos a ser criança
Sorrir, brincar, se divertir e dividir o que se tem
Façamos sorrir para rir sempre mais."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Democracia?!

Brasil, a gente vive mesmo em uma democracia? A vontade do povo ou de sua maioria é respeitada? Vejo em quase todos os jornais a tentativa de anulação da eleição do Tiririca, alega-se que ele não sabe ler ou escrever, semianalfabeto e por isto não pode tomar posse. Mas onde é mesmo que está o respeito pelo voto do povo? Não há democracia real se o voto da população não é aceito, ou se o voto da maioria esmagadora tenta ser subestimada.

Não quero com isto defender o Tiririca ou dizer que os mais de um milhão de votos nele tenham sido corretos, não me cabe julgar, mas tenho certeza ao dizer que o esforço para tirar do povo o seu direito de votar é sim errado. Independente do candidato eleito, tendo sido eleito com uma maioria tão esmagadora deve ser mantida a sua escolha popular. Exceto é claro que o candidato tenha pendencias com a lei.

Opá!!!!

Mas não é este mesmo o caso dos caricimos políticos que tentam lutar por sua eleição agora? Aqueles que querem tirar a candidatura do homem que é palhaço por profissão não são os mesmo que anteriormente já roubaram a população, tiraram o que podiam e o que não podiam?

É mesmo lamentável o que vejo na mídia agora, outro dia ao ligar a TV vi um Pastor lançando a seguinte indagação: Não é melhor eleger um fixa suja a um palhaço como o povo?
Sinceramente quase não acreditei quando vi isso. É claro que não, não quero um ladrão tomando decisões por mim em qualquer lugar que seja, não quero um homem que só pensa em sim para lidar com as minhas contas. Prefiro sim um homem que é do povo e que mesmo sem tanta instrução é ainda uma esperança, tendo em vista que não há registro de desvio de moral ou conduta do mesmo.

Não sei quanto a você leitor, mas acho uma falta absurda de respeito com o eleitor, por mais que não seja a decisão mais prudente por um homem que diverte pessoas no poder, mas sei que um criminoso não deve ocupar a cadeira daquele que vai lutar por mim, por você, pelos direitos da população. Se não era para o Tiririca estar no poder, então que ele não fosse candidato, que não fosse votado, mas o povo escolheu, deixem acontecer a democracia, a nossa nobre mãe. Ou será que estamos ainda vivendo sob o poder da burguesia que põe apenas os seus escolhidos no poder? Não, não sou socialista ou comunista, mas acredito mesmo que seja algo a ser pensado. Vejo os direitos de escolha do homem que lutou por sua liberdade ser cada vez mais reprimido e acho que não se pode ficar calado perante isso, daqui a pouco vão querer me trancar em casa, por outro ditador na presidência e dizer exatamente o que devo fazer em casa, apenas para que o poder se mantenha nas mãos dos "poderosos". Abre o olho sociedade!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Coloridos e idades, elos que se perderam



Pensando cheguei a humilde conclusão que todos nós quando crianças gostamos, ou temos em grande maioria a tendência de gostar de coisas coloridas, por mais gays que ela possam ser, acho que isso é normal tendo em vista a formação pscicologica da criança. A criança está começando a conhecer o mundo e adora exageros, pois quando mais coisa ela vê, sente, cheira, mais ela conhece do mundo, é como saciar a sede do saber que deve haver em cada um de nós. O problema não é haverem ídolos coloridos, mas sim o momento em que eles aparecem na vida.

Não sou pscicologo, estudante ou grande entendedor da área, mas acredito que ao longo da vida existem etapas a serem superadas, viver essas etapas em momentos errado podem render inúmeras irregularidades na vida das pessoas. A grande questão são pessoas que vem desenvolver o interesse por coloridos em um momento avançado da vida, com isso chamo a atenção para as desregularidades na sociedade de hoje.

Sabe que hoje em dia me surpreendo como os adolescentes ou até adultos querem viver como crianças, perdeu-se de forma profunda o senso de identidade, o que tantas pessoas veem como atitude, estilo, eu vejo sinceramente como falta de bom senso -podem me xingar por isso- pessoas que beiram até a terceira idade se vestindo como palhaços na rua, nada contra a profissão do palhaço, mas é uma profissão, não um passa tempo.

Onde foi que se perdeu o elo, onde foi que as crianças se tornaram adolescentes, os adultos e adolescentes se tornaram crianças, onde afinal tantas coisas, tantos valores se perderam? A critica não é apenas para os fãs de bandas infantis, ou as próprias bandas, mas a critica é a sociedade, o que está havendo, o que está de forma tão bruta desregularizado? Sei que não sou alguém com real importância pra falar tanto, mas fica no ar ao menos o pequeno questionamento, critique-se, faça algo pra mudar as coisas, me lembro de um tempo não muito distante em que os ídolos eram ídolos por algo que ofereciam, por que faziam a diferença de alguma forma, não por que botavam roupinhas coloridas e faziam musicas pobres pra agradar crianças atrasadas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Se lembrar de celebrar

Hoje, apesar da preguiça quero falar de algo mais alegre, tenho feito muitas criticas e postado uns textos meio revoltados, mas não é só de pedras que é feito um caminho, qualquer que seja. Basta parar e olhar um pouco ao seu redor e você poderá perceber que as razão para celebrar, para festejar são inúmeros, são tantos que as vezes é até meio complicado percebe-los, não, não é ironia, mas é mesmo realidade, a gente corre um alto risco de deixar as alegrias da vida escorrerem por entre os dedos, então vamos ficar atentos aí galera.

Cara, é fato que na vida tem cada quebradeira que é sinistra, mas existe também muita coisa pra se alegrar, só o fato de poder acordar em cada dia e ainda ter os sentidos já é algo celebrativo, são mesmo essas pequenas coisas que dão tanto valor a vida. Sentir o cheiro da pessoa que se ama, ver aquele rosto ou aquela cor que tanto se admira, sentir o gosto daquela torta de chocolate, tocar e sentir, perceber as formas desenhadas de cada superfície que se possa conhecer, essas coisas são de fato extremamente valorosas.

A gente abaixa muito a cabeça diante dos infortúnios que nos afligem, é preciso manter o olhar pra cima, ver aquilo que existe ao nosso redor, aquilo que está acima de nós nas ruas e admirar tantas coisas que não percebemos nas ruas (só não ande por aí olhando pro céu e de boca aberta, tem muito pombo na cidade). Quão valiosa e rara é a qualidade que as pessoas tem, quase um dom de poder ver as coisas positivas em cada esquina da vida, são raros os que conseguem ter esta percepção, mas os que tem, as vezes nem usam, acho que devíamos treinar muito mais isso, sabe, praticar a arte de sorrir.

Só sei que devíamos ter uma vida mais poética, olhar as coisas com outros olhos, claro que não é como jogar tudo para o alto e fazer o que der na telha, da forma que quiser. Todos temos responsabilidades e compromissos que não podemos abrir mãos, o que quero dizer é que não é necessário uma mudança de rotina, mas de vida, deixar a poesia prevalecer e permanecer nas entrelinhas de cada dia, chegar no fim do dia, olhar para trás e ver que o dia valeu a pena, independente do que tenha acontecido, o fim foi positivo, quer por valores ou por aprendizados. "Se lembrar de celebrar muito mais".

Inspiração e citação da musica "Reticencia" - O Teatro Mágico
"Se pudesse abrir mão de algo nos meus dias
Não abriria mão das coisas que me fazem mal
Mas abriria mão da forma como permito que me abalem
Não gosto da forma como certas coisas me deixam cego
Se fosse apenas escolher eu abriria os olhos
Aprimoraria os sentidos da alma
Me permitir elevar e enxergar a real beleza de cada gesto
Perceber a celebração que a natureza manifesta em cada ato
Respirar fundo e gozar dos aromas
Estender a mão e sentir o prazer na ponta dos dedos
Ser livre para sorrir e amar em cada lugar
Ser livre para me amar como quiser
Sem constrangimento ou receio
Simplesmente ser livre para celebrar a coisas mais simples
Celebrar diariamente a vida que posso viver."

domingo, 12 de setembro de 2010

Não se pode esquecer

Sabe que outra vez o vazio mental, a falta de criatividade e o coma de pensamentos me pegou de novo, pelo tempo para voltar a publicar vocês devem ter percebido. Em meio a essa pequena dificuldade pensei em refletir e pensar em coisas que me fizessem esquecer coisas que vinham me incomodando um pouco, mas aí foi que entrou a principal questão, cada vez que tento pensar em algo que me faça esquecer já estou pensando no que quero esquecer.

Acho triste a forma como a sociedade de hoje trabalho o "esquecimento", vejo pessoas que tentam encontrar substitutos para suas frustrações, ou sentimentos não correspondidos, vejo pessoas que fecham a porta para cada problema sem nem mesmo enfrenta-lo, mas vejo pessoas que sem perceber se deparam com problemas cada vez maiores, pois cada problema que se tenta esquecer torna-se um problema cada vez mais presente e forte.

Não digo que pessoas deviam sair por aí batendo boca e discutindo tudo que as incomoda, ou que elas devam estar sofrendo pelo resto de suas vidas por algo que as faça mal, mas digo apenas que buscar substituições vagas para cada pequena coisa que possa nos incomodar não é a melhor forma, já que as coisas para as quais fechamos os olhos, a menos que fiquemos cegos para sempre, voltam a nos assombrar cada vez que voltamos a abrir os olhos, não da mesma forma, mas esses problemas se disfarçam ao longo da vida.

O próprio vazio, ou auxência de pensamentos é algo que por vezes me engano na tentativa de me encher com novas coisas, mas o vazio permanece, crio apenas ilusões, apenas distrações para a mente, para fingir que tenho algo, muitas são as pessoas que se permitem permacer vazias sem perceber, não tente encontrar apenas soluções para os problemas, sempre que possível busque por causas, ou os problemas jamais nos abandonarão.

"A vontade de se preparar tem que ser maior que a vontade de vencer" Bob Kinght



Desculpem a dificuldade e a má escrita, é favor levar em consideraçãoq ue estou muito cansado, sem inspiração e noites mal dormidas, mas não sinta pena...rsrs

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nivel Superior?

Sei que o tema que resolvi tratar hoje certamente gera e gerará muita discussão, mas preciso falar. Como as pessoas alimentam valores tão altos a coisas que deveriam ser tão comuns. Vejo que a educação a nível de graduação deveria ser de fácil acesso a todos, mas não é isso que acontece e todos nós sabemos.

Quando vi que passei no vestibular comecei a me questionar sobre o porque de me colocar tão exacerbadamente feliz pelo resultado de uma prova se existiam ainda tantas pessoas com a mesma capacidade que eu e que não estavam ali por inúmeros motivos. Não estou dizendo que sou uma pessoa à frente do seu tempo extremamente autruista ou que as pessoas não devam ficar feliz por suas conquistas, mas será que não é algo a se pensar?

Penso ainda que a graduação é tida pela sociedade apenas como mais um nível de exclusão, nível superior, superior a que? Eu vejo alunos graduandos que se colocam realmente em outro nível, que se vangloriam sobre os estudantes do ainda "ensino médio", vejo concursados que se sente gritantemente superiores aos seus colegas apenas por conta de um diploma, mas não são ambos pessoas acima de tudo? Não são ambos concursados?

A nossa sociedade é mesmo muito mesquinha, não consigo me sentir tão contente assim por estar numa faculdade, mesmo pública, ao ver a minha volta inúmeras pessoas que sofrem por não ter conseguido este mérito por motivos alheios a sua vontade, motivos estes que são muitas vezes causados por graduados como eu serei. Nível superior se torna então uma oportunidade mais de acesso ao conhecimento, a informação ou apenas mais uma divisão, mais uma forma de preconceito disfarçado?

Isso sem falar de trotes e outros tipos de brincadeiras sofridas com o ingresso na universidade. Como imaginar uma pessoa que perde parte da sua vida social por um ano ou mais para ingressar na universidade e quando finalmente consegue tem que se submeter a brincadeiras no mínimo primitivas de outras pessoas que estão no "nível superior"? Será que estou mesmo no nível superior ou é apenas a sociedade que é tão mesquinha que mal sabe classificar as suas etapas de conhecimentos? Será que deve-se realmente haver esta divisão de níveis?

Chego ainda naqueles que tem a chance de ingressar numa universidade, mas que não tem ainda as condições necessárias para manter os seus estudos, são preços exorbitantes de xerox, passagens, alimentação, entre outras coisas. O governos diz ajudar estas pessoas com bolsas auxilio, mas essas bolsas não são meras migalhas jogadas aos porcos? Quem consegue se manter pagando passagem, alimentação e xerox com algo na faixa de R$300.00 (trezentos reais)? Com isso muitos estudantes são forçados a abandonar o "nível superior" e ser mais uma vez tratados como inferiores.

Não quero com essas palavras dizer que pessoas não devam comemorar seus méritos e conquistas, mas venho apenas com a minha pequena capacidade filosófica tentar instalar na mente daqueles que lêem este texto um pouco de questionamento sobre o que acontece na nossa sociedade, o que acontece com aqueles que são iguais a nós e são tratados de forma tão diferente por condições que eles não tiveram a chance de escolher.

Quero neste ultimo paragrafo pedir desculpar por tantas retóricas, mas espero que algum tipo de pensamento, algum tipo de questionamento possa ter surgido aí, onde você está. Mais ainda, espero que quando for você o graduado, quando você estiver no nível acima dos demais que tenha a sensatez e a humanidade de ao menos tentar igualar os níveis da sociedade, ninguém é melhor ou pior que ninguém. Não necessitamos de divisões preconceituosas daqueles que precisam se elevar por pequenos atos próprios ou por coisas que deveriam ser direito de todos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Janelas abertas

O tempo passa e por defesa ou desilusão as pessoas acabam tendo a ideia vil de se esconder, se permitir calar, tapar os ouvidos, fechar os olhos e é como se elas se colocassem em um quarto, um quarto sem janelas, onde a única porta está bloqueada por uma camada grossa e quase intranspunivel chamada medo. Esse estado de desilusão, de desespero costuma ser consequencia de situações que se passam na vida de cada um, onde alguns se fortalecem e outros se sentem ainda mais fracos ao ponto de criar para si uma prisão, não necessariamente física, mas a pior das prisões, uma prisão psíquica, uma prisão mental.

Por mais que nossos medos se levantem contra nós, nos aprisionando e privando do mundo, não nos cabe a covardia de nos entregar de forma chula, nos permitindo o aprisionamento e a condição muda que o medo nos impõe. É preciso, antes que isso aconteça, que sejamos imponentes contra os medos e inseguranças, é preciso abrir espaço para que a luz das certezas que nos movem e das duvidas que nos levam adiante esteja sempre a nos tocar. Quanto aqueles que já se renderam ao medo, é preciso reação, coragem para sair da condição de enclaustramento em que possam se encontrar, mesmo que de forma dolorosa, tendo que criar janelas com os próprios punhos, pois é certo que não há nada mais doloroso que uma vida sem luz.

É preciso além de estar firme e forte, estar atento, de olhos bem vivos para saber de onde vem a luz, para poder também segui-la, tal como um girassol segue o Sol ao longo do dia. Manter as janelas da alma abertas é fundamental, a luz não atravessa paredes e perde seu brilho quando tem que romper cortinas, ou mesmo vidros. As janelas abertas são convite para manter o nosso interior sempre iluminado, mesmo que em meio a tempestade nossa casa possa vir a se molhar, a própria luz que segue as chuvas hão de secar todo o lugar.

Pessoas por natureza iluminadas, tendem a iluminar os lugares por onde passam, essas tem a missão de vagar livres por todos os cantos resgatando aqueles que vivem à sobra, esses mesmo são os que mais devem tomar cuidado, pois sem eles muitos se perdem. Não importa a condição que se vive hoje, agora, o que importa é a capacidade que se tem de criar o próximo momento, as coisas não precisam ser como estão, mas podem ser como queremos que elas sejam, nossas escolhas nos remetem a iluminação que queremos para nós, e a iluminação que recebemos é a alegria que resolvemos viver.

"O doce Sol da manhã veio invadir minha casa
Iluminando o que era sombra
Aquecendo o que estava frio
A luz simples e singela que restaura a vista
Me faz entender de novo a beleza na vida que tenho
Se põe brilhante sobre meus medos
Fugaz contra meus inimigos
A noite passou depressa, a espera foi amadurecimento
O dia chega trazendo novamente os sons da alegria
O brilho da manhã é como carinho de mãe
Carinho que conforta e repõe na rota
Olhar e ver a luz novamente aqui dentro
É nada além de reencontrar-me
Quando estava perdido vi coisas que me assustam
Mas agora, ao abrir os olhos
Me dou a liberdade de ver o que sempre procurei
Meus amigos e amores perdidos
Meus valores e certezas a tempos decaídos
Minhas riquezas que a própria luz me fez reaver."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Emoções canalizadas

Dados raros momento em que temos a liberdade de explodir, não nos cabe o desperdício desta com futilidades vãs da vida cotidiana. Não nos cabe berrar e nos descabelar com meros acasos rotineiros, um ónibus lotado, um chefe mal humorado, a mãe que não o deixa ver TV quando quer. Nós homens, quanto seres, somos a espécie que mais desperdiça as suas explosões de força, de pensamentos, de ideias. Somos capazes de coisas inimagináveis quando temos o discernimento de canalizar a raiva, o ódio, a ansiedade, o amor, a paixão, tudo se torna combustível quando sabemos como usar de nós mesmos, quando sabemos controlar os nossos lançamentos e sabemos exatamente onde podemos nos expor.
Vejo cada dia mais pessoas que não sabem lidar com seus sentimentos e emoções e por isso cometem atos insanos como se estivessem comprando frutas na feira, contudo estas pessoas não sabem o potencial que guardam em si. É preciso mais que sentir e pensar para agir em qualquer situação que seja, a vida, como uma guerra ou um movimento de paz deve ser planejado e calculado, a explosão, o ataque que acontece no lugar errado pode ferir as pessoas que nada tem a ver com a sua causa e ainda pode te levar a perder o conflito, tal como um movimento de paz feito no lugar errado pode soar sem efeito.
Seja no amor ou na dor, nós temos que aprender a canalizar nossas emoções de forma que elas nos favoreçam e não que sejam causa de condenação, cada pequenos vestígio de força que temos e que usamos para fazer surgir ou destruir a vida a nosso redor, se utilizado da forma e no momento correto nos fariam encontrar uma felicidade que nem me cabe descrever, talvez porque eu mesmo não a conheça, mas acredito que exista.
Julgo que seja necessário neutralizar nossas explosões em nós mesmo por inúmeras vezes, e mesmo o ódio podemos transformar em amor para mover a nossa própria felicidade e a de outros a nossa volta, até porque quem ama, ama alguém que também precisa amar e ser amado. Não façamos mais parte do grupo insano que desperdiça suas forças e seus possibilidade de felicidade, mas sejamos aqueles que no silêncio e no grito fazem gerar vida, cada vez mais e melhor, como se cada explosão fosse uma nova criação como a do primeiro livro, e não a destruição do último.
"São incontáveis os momentos em que sou convidado ao extremo
São tantos os dias em que quero dar-me por inteiro
Quero expor minhas vontades, planos, desejos, medos
São tão gritantes meus sentimentos em dados momentos
Admito que em muitos vezes não me contenho
Sobretudo hoje, dia em que os olhos me transportam
Cada pensamento me leva a lugares onde não sei se quero estar
Minhas mãos tremulas muitas vezes são sinal do controle que não tenho
O passos inseguros soam como passos do homem bomba
O grande "bum" parece tão inevitável que não sei como evitar
Será este o momento de falar, gritar e pedir, ou será...
Silêncio
Não sei nem o que pensar, só sei o que sinto
Não sei se é para sentir ou para agir, fazer acontecer
Mas de que importa, são apenas minhas guerras, minhas pacificação
Mas cada explosão eu sei que é sentida, sutil ou profundamente
Pois sou manso, mas sou também sísmico quando necessário
Juntando tudo em mim, para depois liberar e forma única."

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Perguntas que geram vida

Antes mesmo de começar a leitura do que segue proponho que você se pergunte por que o fará. Pergunte-se por que faz as coisas que faz, ou por que não as faz? Questione-se sobre o que quer fazer, como e quando quer fazer. Mas a cima de tudo busque saber quem é você. A minha geração e as gerações que seguem são formadas por maioria de pessoas que querem respostas prontas, poucas perguntas, mas que todas tenha fácil acesso a respostas.

Penso que quando respostas são encontradas tão facilmente a vida acaba se tornando sem sentido, a vida é gerada pela capacidade intelectual de pensar e refletir a respeito de questões simples, mas profundas cujas respostas não se encontram num livro qualquer, apesar deles serem sempre fonte inesgotável de conhecimento.

As perguntas, as duvidas, as questões por menores que pareçam são combustível e válvula para a geração de vida, geração pensamentos e filosofias que movem não apenas a vida do próprio pensador, mas das pessoas ao seu redor, já que, como disse, existem aqueles que se alimentam de pensamentos e respostas alheias, apesar delas não serem de total satisfação a todos muitos se acomodam, feliz são aqueles que geram no seu próprio senso critico a capacidade de gerar seu pensamento particular.

Enfim, ganhe mais tempo se questionando sobre a sua existência, sobre a sua capacidade de ser e estar, perguntando-se a razão de fazer, de pensar, pense ainda mais em quem é você, qual a sua função, tanto na família, no trabalho, nos lugares onde vai com o intuito de diversão, encontre sua própria identidade, assuma o seu espaço, não seja apenas uma muda de planta no canto da sala, mas permita que suas duvidas gerem vida, uma selva que se levanta contra aqueles que o impedem de pensar.

"Mesmo que quisessem não conseguiriam
Ninguém pode me tirar a capacidade de pensar
O pensamento, a criação particular da minha mente
Este é o poder que tenho e jamais me será tirado
Os Paços que dou e os que não dou são gerados pelas questões
São elas que me movem e me fazem mover
Tudo que faço tem por objetivo resposta
Saber quem sou, o que sou é fundamental
Tenho necessidade de entender as minhas funções
Como homem, como bicho, como profissional ou pessoa
Sou movido pela incerteza, ou pela certeza
De certo não vou parar enquanto tiver a capacidade de pensar
O impulso do saber é o meu principal gatilho
Sou disparado com voracidade, me ponho de pé
Os passos firmes mostram onde quero chegar
Não posso responder a todas as perguntas
Mas farei novas perguntas encima de cada resposta."

sábado, 14 de agosto de 2010

Naturalmente natureza


Deitei para dormir a pouco, mas o vento na janela do quarto me fez levantar, me parece incrível como os ventos parecem muitas vezes a voz da natureza que grita muda diante de tudo que tenta se levantar contra ela. Confesso que as vezes, em meio a fortes ventanias e tempestades, me pego com medo, medo de que o que acontece possa ser a fúria incontrolável das forças naturais, medo de que um sopro no meio da noite, ou mesmo no fim da tarde seja o ponto de partida para o meu ultimo suspiro.

Sei que essa visão pode soar em suma surreal, mas acho também que a mente que não viaja nas peripécias da natureza não irá chegar muito longe daquilo que já é, então abro minhas asas e vejo mesmo nos gritos mais altos da natureza o troco, a resposta a tudo que tiramos dela. Como um animal coagido, ou mesmo como uma criança que perde um brinquedo ou um homem que foi surpreendido com uma perda, qualquer que seja, a natureza se faz pequena para depois se levantar em sua soberania e inigualável força contra aqueles que a fazem mal.

É como um corpo que perde um pequeno pedaço e tem suas reações, ao primeiro sinal de dor ele se recolhe, em seguida se levanta com violência, agride o agressor, se regenera com um pedaço de carne e pele ainda mais grossa, mais forte, mesmo que não seja com a mesma beleza que havia anteriormente. Vida invisível, escondida no manto verde das matas ou nos lençóis azuis do mar, vida forte que aparenta fraqueza apenas para incorporar a beleza ainda mais pura do singelo, beleza sutil e fugaz, dócil e sagaz que deita e se faz de cama para quem a serve, ou se levanta de armas em punho contra aqueles que a agridem.

De fato não haverá impunidade para aqueles que a tentam punir, não haverá esquecimentos para os que a preservam, a nobre mãe de todos é justa e bela, dá o que tem de melhor na medida que lhe cabe dar, não se pode cobrar mais do que é dado, quem cobrar um presente de maior valor ao visitante, ou ainda ao dono da casa. A natureza, mãe, filha, amiga e serva se permite o uso livre, mas que o uso não se torne abuso, ou ele mesmo se fará condenação.
"Sou doce mãe dos pobres e sábios que me amam
Sou amiga dos que me querem bem e me usam com discernimento
Sou dona do tudo e tudo dou sem nada cobrar
Sou pura na essência e linda na superfície
Sou rica em todo o meu corpo, riquezas vivas e sem vida
Sou aquilo que me compõe, o que você vê ou não
Sou o ar, a água, a terra, o fogo, o metal
Sou o que você precisa e o que você rejeita
Sou você quando nasci, quando vive e até depois de morrer
Sou tudo que não encontra em si
Sou tudo que procura em mim, mesmo sem saber
Sou a tua alegria, teu gozo, tua tristeza
Sou tuas lágrimas que molhando tua alma gerando vida
Sou suave e doce como nenhuma criança sonha
Sou em suma natural, sou eterna natureza."

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Valor nacional

Cara, não sei o que ou como falar para me expressar, caramba, como pode? Esse texto vem como uma forma de indignação, não consigo entender as coisas que passam na cabeça dos nosso políticos, pior ainda, não entendo o que passa na cabeça dos eleitores. Eu sou brasileiro e me orgulho muito disso, me orgulho da natureza do nosso país, a garra do nosso povo e até a sua criatividade, mas não posso me orgulhar de um corpo politico que quer eleger frutas e pessoas sem se quer uma meta decente de governo.

Onde é que nós estamos com a cabeça que permitimos tais disparates para cima de nós? Não tenho palavras para descrever o quão desnorteado me encontro em ver as opções para dar o meu voto de confiança, pior é pensar que meu voto pode ser mudo, pois aquele ou aquela que tem capacidade para governar o país não é aquele que tem o maior peito ou bunda, não é aquele que tem maior popularidade, ou pior, não é o que tem mais dinheiro para comprar a campanha e os eleitores. Já é passada a hora do nosso povo abrir os olhos e ver em quem vota, já passamos do tempo de cobrar dos nossos políticos eleitos um atitude e leis sérias que dêem poder, voz e melhorias para a população e não leis que privilegiam e tornam ainda mais impunes os próprios políticos. Será que eles já ouviram falar em conflito de interesses? Será que você que está lendo já ouviu falar disso?

Não vejo o povo brasileiro como um povo ignorante ou burro, mas um povo que se deixa enganar por sua boa fé, por confiar naquilo que é dito, temos que parar de ficar satisfeitos com aquilo que nos é dado de forma mastigada e pesquisar, saber em quem e no que estamos votando, o que estamos escolhendo como futuro nosso e da nação. Não somos apenas um povo ignorante que se contenta com uma politica básica e falha baseada em pão e circo, somo um povo sério que busca seus direitos e precisa vê-los respeitados, não é uma fruta qualquer que representa este povo, não, não são bandidos condenados e pessoas despreparadas que devem estar a nossa frente como lideres, mas sim pessoas qualificadas que saibam o que fazem e que presem pelo bem estar e pelo cumprimento das leis, leis que são voltadas realmente para o povo e não para aqueles que as fazem.

"Olhei a minha volta e vi muito do que não quis
Vi panelas vazias, roupas rasgadas, camas de papelão
Vi crianças sem ensino e outras que morriam sem nome
Vi e conheci pessoas sem identidade, longe de ser a identidade de algo
Vi pessoa que falavam errado e viviam certo
Vi também outras que falavam certo, mas o que viviam não se fala
Ouvi coisas das quais duvido
Ouvi outras sobre as quais tenho certeza
Tenho certeza de que jamais passarão de palavras
Pessoas parecem tão capitalizadas
Outras parecem que nada pode comprar ou corromper
Pessoas são apenas pessoas com suas vontades
Com necessidades à serem assistidas
Não se compram, não se vendem
Mas confiam naqueles que estão a sua frente
Brasileiros são confiantes em si e nos outros
Brasileiro sou eu, você e até nosso políticos
Brasileiros precisam ser personagens, mais que figurantes."

domingo, 8 de agosto de 2010

Acompanhamento paternal

Como não podia deixar de ser, hoje é dia de falar daquele que foi e é exemplo, o escudo da vida e por vezes também foi a espada e a ponta de lança contra as dificuldades, aquele que foi financiador, cobrador, psiquiatra, pediatra, jogador de futebol, engenheiro, bombeiro, motorista, herói. Falar de pai, do meu ou do seu é simples, divertido ou doloroso, mas de uma forma ou de outra pai traz sempre uma certeza, definição do caminho de vida.

Não sei se existem estudos sobre isso, mas acredito que tudo que tomamos como direção na nossa vida parte daquilo que tivemos como experiência com nossos pais, mesmo que eles não tenham estado presentes na nossa vida isso já nos dá alguma partida para um caminho. De modo geral olhar para os pais é ver o reflexo do que somos, ou ainda uma imagem daquilo que gostaríamos de ser, pelo menos é assim comigo.

Vejo no meu pai a imagem do homem de carater invejável, personalidade firme e reputação lapidada com o tempo de forma limpa. Além do exemplo de homem que tenho nele acho que só tenho a agradecer por todas as direções, conselhos e até puxões de orelha que levei do meu pai, tenho total certeza de que o homem que me tornei, meu senso critico, minha capacidade analítica e a minha ciência e fortaleza sentimental são resultado daquilo que meu pai me deixou ou não viver.

Este dia que é tão especial não é apenas para parabenizar os pais, mas também para agradecer pelo esforço deles em serem aquilo que precisamos, mesmo que nem sempre sejam o que queremos, mas pai deve ser mesmo isso, suprir todas as necessidades do filho, seja lá como for e as vezes ir contra a vontade deles, afinal não há no mundo homem que tenha tudo que quer.

Sem me prolongar mais, quero encerrar uma vez mais agradecendo ao meu pai por tudo que sou e tudo que tenho, as vezes que me doou afeto, carinho, atenção, gritos, brigas, dinheiro e tudo mais que eu precisei, obrigado pelo sim e pelo não, pelas vezes que me liberou e as vezes que me prendeu, obrigado pai por entender e aplicar na minha vida o verdadeiro significado dessa palavra e mesmo hoje, depois de adulto ainda acompanhar o meu crescimento, como da primeira vez em que reparou o tamanho mínimo das minhas mãos de recem nascido.

"Me pegou no colo e olhou os meus olhos quase fechados
Aquela foi a primeira vez em que me deu segurança
Me olhando nos olhos disse que cuidaria de mim e me faria um homem
Aquele ato não poderia se limitar aquele pequeno momento
Não podíamos ficar com palavras ditas num dia do qual eu nem lembraria
Ele cumpriu bem o seu papel, foi pai por toda a minha vida
Pai, me viu crescer, aprender, me machucar e me curar
O sim e o não, o retrato de paradoxos que nunca entendi
Mas que conheci e me ensinaram a ser um homem
Não um homem como muitos pensam, mas homem na mente
Aquele que pensa e que age como alguém consciente
Pai, que nem sabia ser pai, mas foi o melhor que poderia ser
Me ensinou a também ser filho e a enxergar o que poderia me tornar
Te ver na minha frente em todos os momentos que precisei
Ver teus braços abertos quando estava quase caindo
Obrigado por não falar mais e nem olhar tanto nos olhos
Mas com suas atitudes e gestos dizer sempre
Que cuidará de mim e me mostrar como ser um homem."

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Duas faces de uma sociedade

É difícil pensar assim, mas é necessário perceber que cada um de nós é responsável por tudo que vivemos na sociedade nos dias atuais, somos nós que contribuímos, que damos incentivo para tudo que vemos hoje. Esta semana fiquei revoltado ao receber o panfleto que anunciava a candidatura da Mulher Melão a Deputada estadual por sei lá qual partido, na hora nem pensei direito, apenas repetia para mim mesmo "onde é que iremos parar".

Mas pensando bem, de quem é a culpa disso senão da própria sociedade? É a juventude de hoje que financia essas candidaturas absurdas, somos nós mesmo que damos incentivo para que frutas estejam almejando o poder, seja ele legislativo, judiciário ou executivo. Alimentados por valores cada vez mais banais, levados por impulsos fracos e primitivos as pessoas vão se deixando levar, vão se fartando de tamanha hipocrisia, que chegam ao ponto de eleger e criticar a pessoa que coloca no poder, e essa mesma hipocrisia não é só para "cima", criticando os ricos e poderosos, mas segue também o caminhos inverso, onde se critica os pobres, que talvez sejam pobres por culpa da pessoa que você coloca no poder.

Pensando comigo, refletindo encima de uma musica ("Cidadão de Papelão" - O Teatro Magico), me coloquei a pensar, quem é mais catador de papelão, o homem que varre a rua atrás do seu sustento ou eu e você que mendigamos sentimentos, atenção, ação dos nossos governos ao invez de fazermos nós mesmos aquilo que se deve ser feito? Quem é que tem o "motivo" de olhar torto para o outro, o pobre, o mendigo que é visto como coitado ou como vagabundo, incapaz, ou nós que o olhamos como pessoas menores, ou até menos, os vemos como quase bichos, quase seres viventes ao invez de seres vivos.

A minha conclusão é apenas pensar e lutar para fazer acontecer o fim dessa hipocrisia, a começar por mim, financiar as coisas que eu mesmo critico é muita falta de bom senso, o fim das criticas e o inicio da ação, a minha ação, mesmo que pequena e pouco notável é o suficiente para promover o inicio de uma mudança maior, quanto aqueles que venha contra ti, aqueles que possam vir a criticar os seus passos de mudança, é preciso lembrar que são esses os mesmo hipocritas que criticam e detonam os monstros que eles mesmo criam.
"Dois homens que caminham solitários
Passam por uma mesma pessoa
Um a olhar e jogar uma moeda
Outro a olhar, mas não passar
Um que dá a moeda como aquele que quer afastar o cão
Outro que para e conversa para atrair o amigo
Um que alimenta por hoje, para se sentir bem
Outro que alimenta a alma para sempre,
Aquele que faz sentir-se bem
Um que dá passos a frente preocupado com o monstro que deixou
Outro que para sem nem mesmo pensar no monstro que já passou
Um que jamais vai olhar, um que se ver não lembra
Um que deixou a beira do caminho as verdades que nunca teve
Outro que carrega consigo aquilo que crê,
Outro que mostra o caminho de vida, de luta, de paz
Aquele que oferece sabedoria e ciência
Conhecimento, informação, este fez tudo que podia
O que vale mais, a moeda ou a mudança no olhar?
Qual homem eu sou e qual deles é você?"

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Questione-se

As duvidas me tomam quase que todo o tempo do meu dia, passaram-se os dias em que as certeza tentavam ser guias do meu caminho, me levando onde precisava chegar, percebi que as certezas me levavam apenas onde eu queria ir, mas as duvidas tem algo mais belo, mais real e humano, não são as certezas que constroem caminhos sólidos, mas as duvidas e questionamentos que se criam em nós todos os dias.

As certezas que eu alimentava e carregava não foram em vão, serviram para ser base nos meus questionamentos, afinal não há pergunta sem uma certeza anterior, mas as certezas são vazias, não me dão condições de pensar e criar minhas próprias certezas, meus pensamentos, eu preciso disso, preciso me sentir um ser pensante, preciso saber que existo pelas minhas conclusões e não por conclusões que foram passadas a mim, coisas que aprendi sem nem mesmo saber o que são.

Penso que cada questionamento que me permito fazer é como um impulso nervoso que faz minhas pernas se mexerem e gerarem passos no caminho que se põe à minha frente, não posso ficar parado a beira do caminho, não há em mim imparcialidade suficiente para ser apenas um observador, quero e preciso fazer mais que isto, fazer meus próprios passos no mundo, ao invez de seguir os passos dados por outros, me parece fundamental.

Não quero apenas questionar as coisas a minha volta, entender o porque de pessoas não terem o mesmo gosto que o meu, ou saber por que coisas que não gosto fazem tanto sucesso, mas acho que a principal função das minhas questões é conhecer e saber quem eu sou, encontrar em mim aquilo que vejo ou não vejo fora de mim. Penso que perguntas apenas para obter respostas são como socos no vazio, as respostas que chegam ou não devem me levar para o próximo passo, me levar a enxergar o que sou e o que posso ser.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Particularidade

Olha a tela do computador em branco e o vazio na mente na hora de escrever me fazem pensar no futuro que me aguarda, nas paginas em branco que ainda vou escrever e nas aventuras de que ainda gozarei. A mente deixar de estar vazia ao pensar no futuro, a constante metamorfose mental me levam exatamente aos momentos e lugares onde eu deveria e gostaria de estar, não me permito estacionar ou estagnar o pensamento, mas alimento a constante mudança do meu intelecto, desenvolvendo sempre a capacidade de reformulação e restauração mediante cada situação.

Não me permito mais consumição pelos dias que estão por vir, mas tento imaginar no máximo as próximas duas horas à viver, sei que pode parecer presente, mas é o meu futuro, é o futuro sobre o qual tenho real poder, não sei o que será do dia de amanha, menos sei a respeito do que ocorrerá ou do que serei daqui a um ano ou mais, mas o daqui a pouco, o agora, são meus, ninguém é capaz de me tirar, ninguém me fará desistir destes minutos de felicidade ou tormento que estou vivendo, são meus e são aquilo que me satisfaz nos meus dias mais simples ou mais complexos.

Os amores que se perpetuam são oriundos também da liberdade que lhes dou para existir hoje, as paixões que me consomem são reflexo da minha vontade impetuosa, a mesma que decido alimentar ou não. Talvez muitos venham a me ver como um soberbo ou auto suficiente por essas palavras, mas realmente acredito que tudo que se faz, sentimentalmente ou não, é simples reflexo do que nos permitimos ou não fazer.

Penso e percebo que realmente há algo que é maior que nós, atrações, interesses, seduções e outras coisas mais que vem para enturvar minha visão e desviar-me dos meus planos de futuro, mesmo os mais próximos, mas a real ação dessas "distrações" são reflexo da liberdade que dou para que elas aconteçam. Por isso me restrinjo as próximas horas, vivendo minhas paixões e amores ou vontades no momento em que surgem, sem pensar tão fixamente no amanha, pois quem pode me garantir que ele realmente chegará a mim?

"Não, não tente me entender, não tente saber tudo
Menos ainda se prenda a me acompanhar
Fique ciente a cada dia que cada dia é diferente
Hoje não é, não pode ser como ontem ou amanha
Mas o agora é algo que eu desenho com pincéis próprios
Pinto com a minha tinta, aquela que preparo na cozinha
A exposição já não depende de mim
Afinal as galerias da vida, suas paredes são muito disputadas
A audiência da plateia seria cara, caso me fosse interessante
Por isso não preparo a minha arte para você ou para ele
Mas faço para a primeira pessoa do singular
Faço o que faço pelo meu prazer, mesmo que pareça barato
Mesmo que pareça vão, é meu, me satisfaz
Minhas horas pagas, minhas horas vagas são resultado
São quadros raros, quadros que são vistos apenas uma vez
Caso queira admirar aquilo que pouco tem capacidade
Lhe peço apenas que fique atento e critique, mas não limite."