Dados raros momento em que temos a liberdade de explodir, não nos cabe o desperdício desta com futilidades vãs da vida cotidiana. Não nos cabe berrar e nos descabelar com meros acasos rotineiros, um ónibus lotado, um chefe mal humorado, a mãe que não o deixa ver TV quando quer. Nós homens, quanto seres, somos a espécie que mais desperdiça as suas explosões de força, de pensamentos, de ideias. Somos capazes de coisas inimagináveis quando temos o discernimento de canalizar a raiva, o ódio, a ansiedade, o amor, a paixão, tudo se torna combustível quando sabemos como usar de nós mesmos, quando sabemos controlar os nossos lançamentos e sabemos exatamente onde podemos nos expor.Vejo cada dia mais pessoas que não sabem lidar com seus sentimentos e emoções e por isso cometem atos insanos como se estivessem comprando frutas na feira, contudo estas pessoas não sabem o potencial que guardam em si. É preciso mais que sentir e pensar para agir em qualquer situação que seja, a vida, como uma guerra ou um movimento de paz deve ser planejado e calculado, a explosão, o ataque que acontece no lugar errado pode ferir as pessoas que nada tem a ver com a sua causa e ainda pode te levar a perder o conflito, tal como um movimento de paz feito no lugar errado pode soar sem efeito.
Seja no amor ou na dor, nós temos que aprender a canalizar nossas emoções de forma que elas nos favoreçam e não que sejam causa de condenação, cada pequenos vestígio de força que temos e que usamos para fazer surgir ou destruir a vida a nosso redor, se utilizado da forma e no momento correto nos fariam encontrar uma felicidade que nem me cabe descrever, talvez porque eu mesmo não a conheça, mas acredito que exista.
Julgo que seja necessário neutralizar nossas explosões em nós mesmo por inúmeras vezes, e mesmo o ódio podemos transformar em amor para mover a nossa própria felicidade e a de outros a nossa volta, até porque quem ama, ama alguém que também precisa amar e ser amado. Não façamos mais parte do grupo insano que desperdiça suas forças e seus possibilidade de felicidade, mas sejamos aqueles que no silêncio e no grito fazem gerar vida, cada vez mais e melhor, como se cada explosão fosse uma nova criação como a do primeiro livro, e não a destruição do último.
"São incontáveis os momentos em que sou convidado ao extremo
São tantos os dias em que quero dar-me por inteiro
Quero expor minhas vontades, planos, desejos, medos
São tão gritantes meus sentimentos em dados momentos
Admito que em muitos vezes não me contenho
Sobretudo hoje, dia em que os olhos me transportam
Cada pensamento me leva a lugares onde não sei se quero estar
Minhas mãos tremulas muitas vezes são sinal do controle que não tenho
O passos inseguros soam como passos do homem bomba
O grande "bum" parece tão inevitável que não sei como evitar
Será este o momento de falar, gritar e pedir, ou será...
Silêncio
Não sei nem o que pensar, só sei o que sinto
Não sei se é para sentir ou para agir, fazer acontecer
Mas de que importa, são apenas minhas guerras, minhas pacificação
Mas cada explosão eu sei que é sentida, sutil ou profundamente
Pois sou manso, mas sou também sísmico quando necessário
Juntando tudo em mim, para depois liberar e forma única."
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