
Este é o ultimo texto em sequência que escrevo sobre este assunto, sobre a historia que tem tido sequência aqui no blog, em breve talvez eu retome esta narrativa, mas vamos ao que realmente interessa hoje.
Bem, a vida podia ser feita de flores e bombons, mas infelizmente não é assim que as coisas seguem. Apesar da felicidade e da realização de momentos verdadeiramente inesqueciveis já vividos pelo cavaleiro de olhos negros e a menina de olhos de pidona, coisas ainda estariam por vir, tormentas e tribulações que somente corações realmente unidos, entrelaçados e dispostos poderiam superar, ainda não era possível nem ao menos imaginar as coisas que o próprio destino poderia armar sobre este casal.
Pessoas que vão contra o relacionamento que pode ou não estar começando, ela com seus pais aflitos e preocupados, sem entender o melhor para vida da filha, tentando controla-la e impedi-la de tomar suas decisões e fazer suas escolhas. Antigos amores que querem vir a tona, amigos que querem influir na vida de ambos, como se ninguém soubesse decidir sobre si neste mundo. Mas acredito que o maior e mais difícil mal seria mesmo a distancia, a necessidade imposta pela realidade de ambas as vidas de permanecerem separados por um tempo que independente da duração seria grande demais para estes corações.
A despedida ainda mais longa que o normal imposta a este casal transformaria tudo em algo diferente, impossível saber se tais mudanças propiciariam algo melhor ou pior, o bem ou o mal, mas certo seria que nada seria igual, mesmo porque a distancia não era a única coisa a influenciar nestas vidas tão próximas, mas agora tão distantes e talvez desconexas de si mesmo, perdendo o sentido real da existência de cada um de nós, a felicidade ou no mínimo a procura desta.
Chegado o dia da partida, não obstante ao que já era costume, ele tentara fazer algo diferente pra ela, algo que o tornasse sempre mais inesquecivel na mente daquela que ele queria apaixonar. Mas perdido na profundidade da verdade expressa no olhar pedinte de carinho, aqueles olhos negros não sabiam como agir senão acolhendo aquele corpo frágil e sedento em si, os longos e paradoxalmente curtos momentos juntos os tornavam sempre mais ligados e mais íntimos, a liberdade se tornando cada vez mais profunda e pura os fazia sentir-se cada minuto mais feliz, como nunca experimentaram antes. A noite tão reveladora para eles se esvaia entre suas mãos quase unificadas, com desejo de eternidade, mas a impotência de mortais que não podem decidir plenamente sobre suas próprias vidas.
A hora da partida, cada vez mais sentida, já presente nos corações, hora apaixonados, hora questionados, gritava a sua necessidade de acontecer, mesmo contra a vontade poderosa daqueles olhares tão íntimos, os toques desbravadores e as falas de ultimo fôlego. A despedida, até então a mais dolorosa acontecia entre pensamentos e estimas de reencontro, duvidas de algo ainda maior ou realmente um fim de algo curto, mas eterno nas lembranças, esta, a única que jamais acabaria na mete dos dois, do cavaleira de olhos negros que montava em seu cavalo para um jornada, em terras distantes e da menina de olhar de pidona, que permanecia em sua terra mãe, esperando o retorno daquele que nada prometeu a ela, mas que falava com o olhar que queria te-la outra vez.
Finais felizes a todo momento só acontecem em contos de fadas, e vivemos no mundo real!
ResponderExcluirTanto o cavaleiro de olhos negros , como a menina com olhos de pidona são desbravadores do desconhecido , contudo o desconhecido é intrigante e incerto.
Sabemos que momentos tão singelos e especiais jamais serão esquecidos por ambas as mentes.
Há quem diga que o tempo é senhor da razão , eu particularmente não acreditava ,no entanto, pude constatar que a frase citada é verdadeira !
Deixemos então que o ''Senhor da razão'' decida o melhor com o desenrolar da vida !