quinta-feira, 25 de março de 2010

Sopra onde quer


Sem dono, sem rumo, sem leis, sem destino. O ar é livre e faz o que quer, como brisa acama os ambientes, suaviza o calor, sensibiliza-nos com o leve toque na pela, brisa leve que traz a nós os cheiros da infância, a comida gostosa, o perfume do maior amor. O vento, quando impetuoso, sopra com força e fúria, arrasando tudo que se põe em seu caminhos o vento, que a pouco era brisa, se move livre e carregando todas as coisas que não estão firmes ou que estão fora do lugar.

Os dias passam e na vida, coisas que aparecem como suaves brisas, leves calmarias, de repente se tornam impetuosos ventos, que trazem cruéis tempestades e de forma avassaladora destroem tudo que antes confiávamos e depositávamos confiança. Como tempestades se formam numa tarde de verão, assim também são as reviravoltas da vida.

Como uma árvore presa terra, se não estivermos firmes o suficiente podemos ser tombados pelas ventanias que se forma, que vem como brigas, testemunhos contra as coisas que acreditamos, as coisas que fazemos e gostamos de fazer, tudo pode ser usado contra nós, mas a firmeza e a verdade com que assumimos nossas convicções é que fazem a diferença. Uma mente fraca, ou um coração inseguro ou inconstante iram voltar atrás cada vez em que algo vier se opor a suas convicções.

Por tanto alcançamos a necessidade de nos firmar naquilo que cremos, quer seja visto com bons olhos por outros ou não, por vezes aquilo que acredito pode ser até mesmo causa de condenação ou simples exclusão social, mas se creio verdadeiramente nas minhas verdades e convicções, não posso tombar, apesar de toda árvore, por mais forte que seja, poder se envergar a força dos ventos, ela deve estar firme para que não se deite ao chão.

"Plantei-me na vida de forma inocente

Dias e noites viram na calmaria de brisa suaves

Como se vivesse uma eterna primavera

Mas o tempo não para e as estações mudaram

Veio pois o verão, como que um turbilhão

Ventos, vozes, indagações e questionamentos

As tempestades eram tão fortes que senti curvar-me

As tempestades e o sol forte passaram

Chegado o outono vi que a resistência aos fortes ventos não foi em vão

Frutos doces e bonitos comecei a dar

Apesar das folhas secas que vi em mim, não desanimei

Enfim o inverno, frio e chuvas constantes me desanimaram as vezes

Meus galhos agora secos apenas me fizeram lembrar a beleza de outrora

Mas como o tempo passa, esperei o tempo de regozijar-me

Voltou a primavera e com ela as calmas brisas

Agora, estou preparado para as próximas estações

Não deixo de aproveitar a calmaria

Mas também não me deixo enganar por ela

Ponho-me firme e de pé, para resisti ao vento mais forte

Ou apesar gozar da brisa mais leve que possa vir."

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