
Nesta semana, movido por um furor pelas mulheres, sigo escrevendo sobre as mesmas. Hoje me vi na necessidade de falar de algo que é no mínimo inconveniente, a violência em nossa sociedade que se manifesta de formas diversas, contra figuras de todos os tipos, mas como nos colocamos a viver uma semana dedicada de modo especial as mulheres... Falo sobre esse tipo de violência.
Mesmo nos dias de hoje, em que pregamos igualdade social, religiosa, dos gêneros, das etnias, tudo que tempos atrás causava separação e até guerras, pessoas ainda são movidas pelo sentimento mais mesquinhos que se podem guardar, geram violência contra essas que são feitas somente para amar e serem amadas.
Quando falo de violência não falo apenas de violência física contra elas, falo da falta de cordialidade, de respeito, a falta do mínimo de educação, homens descontrolados que na sua própria infelicidade resolvem extravasar sua dor naquela que eles julgam mais fracas. A estupidez do homem nesse caso está no simples fato de não se reconhecer como fraco, infeliz, amargurado.
O homem foge da sua realidade sofredora tentando se mostrar superior a mulher, sem perceber que ambos estão em igual nível, não há e nem pode haver distinção entre os dois. O homem não pode de sentir superior a mulher, nem o inverso.
O homem agressor só vai se sentir realmente satisfeito, realmente livre, quando conseguir encontrar dentro de si a própria mulher, sei que parece loucura, mas o homem precisa se enxergar em si e nas outras pessoas, se conhecer, se respeitar e após isto, partir para o respeito com as pessoas que os rodeiam. De forma direta, uma pessoa que parti para agressão é a pessoa que tem medo de olhar pra si, medo de se reconhecer e age com violência contra todo aquele que pode lhe mostrar a verdade sobre o que ele é, afinal de contas a verdade é algo doloroso de se enfrentar.
"Olhando para mim mesmo
Vi a miséria de um coração abandonado
Não contendo a dor em mim
Quis também causar dor
O fiz na pessoa que mais me amava
Pois sabia que ela não me abandonaria
Tanto o fiz que ela não suportou
Me deu a solidão retribuindo à meus maus tratos
Da forma mais elegante e sutil que sabe fazer
Quase não senti a sua partida
Mas senti o vazio que deixo
No momento em que a dor gritou em mim
Não tinha o meu consolo, errado, de tanto tempo
Me vi só, deixado pelas palavras que não quis falar
Pelos atos que permiti que se repetissem
A solidão que faz-me companhia hoje
É apenas o resultado da dor que não soube lidar
E que por ela me ponho a vagar
Triste e só, pois a única pessoa que soube me compreender
Eu fiz sofrer e fugir da minha presença
Por não me reconhecer."
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