quarta-feira, 7 de abril de 2010

A amizade desabafa

Hoje ao me sentar a frente do computador o desconhecido em mim se pôs a escrever, coisas que não conhecia, que não sabia que haviam em mim, foram brotando, a voz que falava em meu coração foi libertando palavras escondidas no silêncio da solidão, na euforia contida da razão. Palavras que deixo calar no torpor da mente diante de atitudes alheias.

A vontade de te abraçar e beijar, demonstrar a amizade que tenho por ti, tantas vezes retida pelos pensamentos, ilusões e até frustrações passadas sofridas por outros que nada sabem do sentimento que temos. São tantas as vezes em que o mundo, tão esquisito e de mim desconexo, se põe entre nós e nos impede o encontro. A dor da saudade e solidão só não é maior que a certeza de te reencontrar e ser o que realmente somos.

Não há motivos pra ter medo da nossa amizade, ou mesmo tentar cala-la por causa de inseguranças que os outros tem em suas próprias atitudes e sentimentos. Quem são eles, pobres almas, para tentar nos silenciar, calar a voz de um sentimento que nasceu tão nobre e singelo da certeza de uma fé comum a nós? Não quero mais me conter ou permanecer longe de ti, distante da vivência da nossa amizade, esta que em tantos momentos nos libertou a coisas que até desconhecíamos, justamente por limites que sempre nos tentaram impor.

Junte-se a mim, abra seus braços e sinta os ventos da liberdade tocar suas asas, flutue comigo no ar leve da paixão amiga que em mim mora e acredito que em você também vigore. Vamos, corra, lá vem eles com sua inveja e medos atirando para todos os lados, vamos nos proteger no silêncio de nossos olhares, que em tanta amizade se reconhecem no primeiro momento em que se cruzam e conseguem pressentir o que está por vir.

Não há limites que não possamos ultrapassar, exceto aqueles que nós mesmo nos impomos, pra que ficar aqui, sentado conversando com o computador nesta sala vazia se sei que aí, onde quero estar, tem alguém que sabe o que sinto realmente, sabe que a amizade se perpetua frente a todas as oposições que o tempo cria. Estou indo, de coração aberto e rasgado para viver tudo que há de melhor entre nós, a amizade pura e simples, com o poder da nobreza de quem a fez nascer.

Dedicatória especial: Amanda.

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