terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bagunçado, mas escrito


Depois de tanto tempo, poderia começar este post falando sobre o que aconteceu, meus planos e vontades para as próximas postagens, mas acho que é perda de tempo. Acho que minha vida e meus conflitos apresentados de forma dramática não são de interesse de ninguém. Então prefiro tentar poetizar com aqueles que ainda arriscam ler um pouco das minhas linhas e entrelinhas.


"Escrever é um exercício diário", já diria Carlos Drummond Andrade. Por isso, pela falta de prática, talvez as próximas palavras não saiam com o real carinho que as mesmas mereçam, mesmo assim não me furto o prazer de empunhar a pena outra vez. Preparar a tela e misturar a massa para construir. Fazendo mesmo este misto de expressões artísticas, reinventando figurinos, pintando o rosto para que este texto tenha a imagem que você jamais possa ter imaginado, ou que ao imaginar se deparou com algo indefinido dentro de si.

Pois hoje vejo que é assim que somos, indefinidos. Quando próximos a respostas claras e maduras, percebemos as questões ainda cruas e sem sabor. Sei que a confusão de cores, sabores, odores e tudo mais pode parecer complexo, mas sei que se você se dispõe a ler aquilo que está registrado aqui é por que há aí um desejo de saber, de também ter ideias. Não que eu as tenha, mas estamos no mesmo caminho meu caro. Precisando as vezes de um freio ou de um black out, mas sem parar, apenas fazendo breves pausas, trocando as penas, arrancando as garras, quebrando o bico para que possa nascer tudo novo, mais vivo, mais forte, e agora mais maduro pelas respostas já adquiridas e que agora se tornam novas duvidas.

Por isso, me sentindo renovado pelas experiências e reflexões vividas. Volto a escrever, não pelo desejo de ser lido, mas pelo prazer de falar, de escrever, de pintar e tecer fios novos, formar texturas e formas ainda não imaginadas.

Por isso aqui estão estas poucas palavras iniciais. Bagunçadas, esquisitas, sem sentido, ainda de forma indefinida, mas acho que hoje eu apenas coloquei as mãos no monte de argila, começando a dar forma, mas ainda sem saber o resultado final, tendo apenas um esboço cru na mente. Quem sabe até o fim da trajetória eu consiga esculpir a minha obra prima?