terça-feira, 15 de março de 2011

Conexão X Desconexão

Sociedade e velhos tabus são coisas que caminham em paralelo. O tempo pode até diminuir ou sensibilizar certas barreiras, mas é algo bastante lento e complexo. O meio social ainda tem medo ou no mínimo receios em relação aquilo que parece diferente, ou coisas que a primeira vista possa parecer oposto ou muito distante. Refletindo no meu pequeno intelecto me detive a pensar sobre os casais diferenciados e que normalmente despertam os olhares atentos e por vezes preconceituosos da sociedade.

Hoje em dias as pessoas começam a superar em si certas barreiras pessoais e se relacionar com pessoas, digamos, diferentes. Formam-se assim casais com diferenças raciais, religiosas, sociais, de idade, entre outras. Vejo isso como algo bom, algo bonito até, é mesmo preciso superar as fronteiras e barreiras sociais para que se viva uma real felicidade, contudo é fato que o preconceito de modo geral é algo ainda bastante vivo na nossa sociedade, apesar de enfraquecido ou mascarado com o tempo.

Vejo com determinada rotina rostos que se entortam ou olhares que ficam fixos em casais onde uma pessoa é branca e a outra negra, ou um asiático e um indígena, ou casal com diferença significativa de idade, com religiões distintas, ou ainda com realidades socias diferentes. Sei que o convívio com o diferente é algo complexo e que pode agredir de alguma forma a zona de conforto de cada pessoa, mas é preciso lembrar sempre da necessidade de respeito para o bom convívio social. Deve-se conter ainda mais o ímpeto violento contra qualquer diferença, violência esta que se demonstra por meio de olhares, agressões físicas e verbais ou mesmo a busca obsessiva por distancia daquilo que parece diferente ou extraordinario.

Vendo por outro lado admiro muito a coragem e a vontade que existe nessas pessoas que assumem relações com gente tão diferente de si. Aí é que vejo a conexão fora do comum que pode haver entre duas pessoas e ao mesmo tempo a capacidade de desconectar de antigos tabus sem sentido que são ainda mantidos na sociedade. Essa força e capacidade de desapego a normas tão irracionais é algo muito belo, visto que é justamente o abandono de coisas antigas que nos levam ao novo que pode trazer a nós a experiência de felicidades e alegrias que o antigo talvez jamais pudesse nos trazer.

Vejo que de modo geral devemos buscar a completa e complexa felicidade, independentemente da forma com que se faça, levando em consideração apenas que a minha liberdade para ser feliz não pode em momento algum impedir a felicidade de alguma pessoas que está próxima a mim. Visto isto viva a sua liberdade, seja feliz, encontre as pessoas que podem te fazer bem, por mais diferentes de você que as pessoas possam ser, você tem apenas uma vida, não a desperdice cuidando da vida de outras pessoas, apenas viva a sua felicidade.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A Pedra: Nasce Bruh, a vingativa

A Pedra: Nasce Bruh, a vingativa: "O silêncio da noite esconde medos e desejos de vingança que nem mesmo os mais antigos e mais sábios podem imaginar ou descrever. Assim, no ..."

Noites vazias que nos preenchem.

Sabe algumas daquelas noites em que os ponteiros do relógio vão girando como uma guilhotina ou um machado que vem flutuando no ar em direção ao seu pescoço? Talvez você não saiba mesmo sobre o que estou falando, ou talvez saiba exatamente, ou ainda pode ter passado por isso inúmeras vezes, mas não tenha visto da mesma forma que eu. Pois então, esta noite foi uma dessas noites. Não que eu deva partilhar com os nobres leitores deste espaço limitado na web onde posso me expor de alguma forma, mas pensei em relatar um pouco do que possam ser esses momentos sombrios, barulhentos, inanimados e divertidos.

Sei que você pode estar pensando que é um paradoxo sem importância ou significado este monte de adjetivos no mesmo contexto, mas não pense exatamente em tudo de uma única vez, veja tudo em separado, ou mesmo tudo junto, cada noite traz algo especifico e magnificamente brilhante para nós. Mas isso vai depender da forma como você analisa os momentos que vive, se for pessimista uma dessas noites pode te fazer parar em um manicômio, mas como ainda estou em clima de carnaval e envolvido por um espírito de diversão e bons frutos com astral bastante positivo, penso nas noites em claro nas quais conseguimos passar pensando em pessoas agradáveis e de ótima companhia.

Penso naquelas noites em que ficamos lembrando e repensando ótimos momentos vividos e apreciados por nós. Coisas que passam e que não percebemos, ou que só depois de um tempo conseguimos dar conta da profundidade do que foi vivido, algo muito presente nesse tempo pós carnaval. Passamos cinco dias pensando que na quarta-feira tudo virará cinzas, mas não pensamos que tudo continua em nós e em nossas mentes. Nada precisa ficar apenas na nossa memória ou nas lentes de câmeras fotográficas e diários de viagens.

Essa noite passou lenta e calma, podia ter sido apenas uma noite torturante e infeliz de insônia, mas acho que justamente pelas boas lembranças de um carnaval cheios de atividades não foi. Pude repensar em coisas que passaram e que ainda podem passar, talvez ainda em virtude dos bons acontecimentos destes dias subversivos. Apesar da hora que se extingue no cair e no passar da noite, ainda que pensando no dia que se pode passar lutando contra o sono por conta de uma noite em claro, pare pra pensar que tudo ainda pode valer a pena, as coisas nem sempre terminam quando chegam ao fim, mas o fim pode ser apenas algo para te instigar a dar um passo a mais.