segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ida ao parque

Passado mais de um mês sem escrever para o blog, por falta de tempo, disposição e criatividade, hoje resolvi voltar e a melhor forma de faze-lo, seguindo o próprio nome do blog, acho que é com um pequeno surto, alguns daqueles pensamentos divertidos que surgem em meio a noite coisas e quentes no verão do Rio de Janeiro.

Tudo na vida tem aquele lado bom, o lado ruim e quem sabe, variavelmente, o lado ainda pior. Ontem tive uma breve ida ao parque de "diversões", não gosto muito desse tipo de programa, mas os amigos acabam nos animando para certas saídas um tanto quanto... inesperadas. Mesmo tendo ido ontem ao parque, apenas hoje refleti sobre o que pode ser um passeio desta natureza. Um encontro entre amigos, aquele passeio agradável e romântico entre um casal, ou entre casais ou trios (cada um se diverte como gosta).

Dentre tantas distrações que existem em um parque vi por coveniencia destacar a Roda Gigante, aquele passeio agradável onde você se sente literalmente nas alturas, segurando firme a mão da sua companhia, ou apenas admirando as belezas da cidade (dependendo da cidade). Giros românticos e aproximadores, com uma bela paisagem a observar e tudo que possa tornar os giros e altos e baixos o mais agradável e divertido possível. Pipoca, algodão doce, bolinhas de papel pra atirar em quem está embaixo, coisas assim. É, mas este é apenas o lado bom da coisa.

Como disse, as coisas podem ter dois ou mais lados na vida, daí tiramos que pode acontecer de você ou sua companhia, até mesmo um estranho que resolve sentar-se ao seu lado por pura cara de pau mesmo, alguém na roda, independente de quem, ter medo de altura e achar que poderia curar o medo desta forma, a pessoa simplesmente dá um surto lá encima, começa a passar mal. Ou ainda, essa pessoa pode ter hipertensão, ou outros problemas cardíacos graves que podem leva-lo a uma morte súbita a qualquer momento, nunca se sabe o que o futuro nos reserva. Se não bastar isso a pessoa pode ter uma combinação de medo de altura, hipertensão e outros problemas cardíacos, a adrenalina por estar nas alturas segurando a mão da pessoa amada em um objeto circular de tamanho bastante grande leva essa pessoa a uma situação extrema e imediatamente ao óbito.

Ainda se levarmos para o lado pior, essa pessoa especial pode ter todos estes problemas e quando começa a passar mal começa a ter convulsões, as tremedeiras fazem com que a estrutura frágil do brinquedo se solte, aquela roda gigante começa a sair em um movimento descontrolado, atropelando pessoas, destruindo carros, atrapalhando o transito e tudo mais, a pessoa nesse momento provavelmente já não tem o coração batendo, mas a roda continua, os altos e baixos da roda passam a ter um espaço de tempo cada vez mais curto, até que ela desaba sobre uma multidão que está indo ao parque apenas para se divertir em uma noite de sábado com seus amigos, familiares, ou parceiros afetivos.

Bem, não quero ser dramático, muito menos instalar o pânico ou coisa parecida, mas apenas chamo a atenção para o fato de que devemos estar sempre atentos e forte, prontos para qualquer situação e acima de tudo, com os exames médicos em dia.

Campanha contra ataques cardíacos ou de nervos em parques de diversão ou temáticos.


Pequena homenagem à Luana Cardoso, parceira de pensamentos pouco explicaveis.
Valeu "nein"