Imperfeitos e perfeitos convivem lado-a-lado todos os dias, como parceiros, mas com o abismo medonho entre eles. O imperfeitos, a principio, geram repulsa, receios, duvidas se devem ser aceitos. Ao ver algo muito estranho nos perguntamos "o que é isso?", mesmo que seja algo dentro dos nossos hábitos, apenas um pouco diferente. Já o perfeito, é outra história,as coisas assim tendem a trazer um certo conforto, ouso até dizer que traz certa paz. As perfeições dispensam questionamentos e criticas, coisas perfeitas nem mesmo precisam de elogios, adjetivos, esses são meros adornos falhos a algo divino. É como dizer que Deus precisa do homem, sendo o inverso a realidade. Apesar de expor minha pobre visão de perfeição, o foco hoje é o imperfeito. Me pergunto por que o imperfeito chama tanta atenção? Se nossa sociedade prega tanto a aceitação da adversidade, o que nos leva a ficar tão abismados com aqui que esta fora do lugar? A verdade que os pré-conceitos estão tão entranhados em nós que é difícil não nos ater a algo "errado". Se olhar uma parede lisa, perfeita, pintada e sem deformações, no maximo vamos dizer que está bem feita, foi um bom trabalho feito na parede. Mas se essa mesma parede tem apenas um pequeno arranhão, um prego, ou mesmo uma pequena ondulação, isso já é o bastante para talvez darmos as mesmas felicitações pelo trabalho na parede, contudo o olhar vai estar voltado para a imperfeição, todo o universo perfeito na parede se perde, apenas pela pequena deformidade. Hoje é vigente no nosso meio social uma série de políticas e praticas de "inclusão", contudo são ações muito relativas, pois querem quebrar divisões que se perpetuam por gerações, ou menos séculos, em dias. Claro que o preconceito não deve gerar discriminação, violências e tudo mais, mas será que algumas diferenças não devem ser respeitadas, ao invés de simplesmente jogar toda a sociedade num mesmo saco? Não foi isso que aconteceu com a África mediante o Imperialismo, um monte de tribos rivais, colocadas em um mesmo espaço geográfico? Colocar tantas diferenças dentro de um mesmo contexto não gera atrito? Não estou dizendo com isso que barreiras devam ser mantidas, brancos de um lado e negro de outro, jamais. Acredito no poder da inclusão, na função da culturalização, mas mesmo nos países mais cultos certos preconceitos ainda geram uma série de discriminações, o que dizer do Brasil, que é um poço, ou uma panela de adversidades, onde querem misturar tudo sem se dar conta das diferenças da cultura do sul ao norte? Mais ainda, é preciso perceber que certos grupos no nosso país ainda não se abrem as diferenças, ainda não tem consciência da necessidade de se manter a própria cultura, mas sem se fechar para a cultura alheia. Aí caímos no exemplo que dei ao iniciar este texto, uma pessoa de sunga e chinelo em meio a varias pessoas de terno e gravata vai no mínimo gerar um grande choque. Por isso certas mudanças devem ser realizadas gradativamente. Eu não posso forçar a minha verdade ou a minha realidade a todo o meio. Por muito tempo a história foi banhada em sangue por pessoas que queria justamente forçar seu ponto de vista, massacrando o que parecia imperfeito, hoje o papel se inverte, as minorias querem se expor ao meio e forçar a aceitação, vezes com atos violentos, mesmo que não sejam atos violentos fisicamente, mas moral ou psicologicamente. Acredito que as diferenças devem ser introduzidas no meio aos pouco, sem necessidade de choque, de confrontos diretos. Discussão sempre irá existir, mas podemos conduzir os desentendimentos de forma calma e não violenta, trabalhando para que as diferenças, as imperfeições ou mesmo os erros se tornem padrão. A história também nos mostra que mudanças sociais, legislativas e históricas também acontecem por meios pacíficos.
No mundo nos sentimos excluidos, diferenciados, deslocados, ou apenas diferentes. Esse blog é para conversar, debater, discutir as coisas que nos fazem diferentes, que nos separam dos demais.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Não se forçam diferenças
Imperfeitos e perfeitos convivem lado-a-lado todos os dias, como parceiros, mas com o abismo medonho entre eles. O imperfeitos, a principio, geram repulsa, receios, duvidas se devem ser aceitos. Ao ver algo muito estranho nos perguntamos "o que é isso?", mesmo que seja algo dentro dos nossos hábitos, apenas um pouco diferente. Já o perfeito, é outra história,as coisas assim tendem a trazer um certo conforto, ouso até dizer que traz certa paz. As perfeições dispensam questionamentos e criticas, coisas perfeitas nem mesmo precisam de elogios, adjetivos, esses são meros adornos falhos a algo divino. É como dizer que Deus precisa do homem, sendo o inverso a realidade. Apesar de expor minha pobre visão de perfeição, o foco hoje é o imperfeito. Me pergunto por que o imperfeito chama tanta atenção? Se nossa sociedade prega tanto a aceitação da adversidade, o que nos leva a ficar tão abismados com aqui que esta fora do lugar? A verdade que os pré-conceitos estão tão entranhados em nós que é difícil não nos ater a algo "errado". Se olhar uma parede lisa, perfeita, pintada e sem deformações, no maximo vamos dizer que está bem feita, foi um bom trabalho feito na parede. Mas se essa mesma parede tem apenas um pequeno arranhão, um prego, ou mesmo uma pequena ondulação, isso já é o bastante para talvez darmos as mesmas felicitações pelo trabalho na parede, contudo o olhar vai estar voltado para a imperfeição, todo o universo perfeito na parede se perde, apenas pela pequena deformidade. Hoje é vigente no nosso meio social uma série de políticas e praticas de "inclusão", contudo são ações muito relativas, pois querem quebrar divisões que se perpetuam por gerações, ou menos séculos, em dias. Claro que o preconceito não deve gerar discriminação, violências e tudo mais, mas será que algumas diferenças não devem ser respeitadas, ao invés de simplesmente jogar toda a sociedade num mesmo saco? Não foi isso que aconteceu com a África mediante o Imperialismo, um monte de tribos rivais, colocadas em um mesmo espaço geográfico? Colocar tantas diferenças dentro de um mesmo contexto não gera atrito? Não estou dizendo com isso que barreiras devam ser mantidas, brancos de um lado e negro de outro, jamais. Acredito no poder da inclusão, na função da culturalização, mas mesmo nos países mais cultos certos preconceitos ainda geram uma série de discriminações, o que dizer do Brasil, que é um poço, ou uma panela de adversidades, onde querem misturar tudo sem se dar conta das diferenças da cultura do sul ao norte? Mais ainda, é preciso perceber que certos grupos no nosso país ainda não se abrem as diferenças, ainda não tem consciência da necessidade de se manter a própria cultura, mas sem se fechar para a cultura alheia. Aí caímos no exemplo que dei ao iniciar este texto, uma pessoa de sunga e chinelo em meio a varias pessoas de terno e gravata vai no mínimo gerar um grande choque. Por isso certas mudanças devem ser realizadas gradativamente. Eu não posso forçar a minha verdade ou a minha realidade a todo o meio. Por muito tempo a história foi banhada em sangue por pessoas que queria justamente forçar seu ponto de vista, massacrando o que parecia imperfeito, hoje o papel se inverte, as minorias querem se expor ao meio e forçar a aceitação, vezes com atos violentos, mesmo que não sejam atos violentos fisicamente, mas moral ou psicologicamente. Acredito que as diferenças devem ser introduzidas no meio aos pouco, sem necessidade de choque, de confrontos diretos. Discussão sempre irá existir, mas podemos conduzir os desentendimentos de forma calma e não violenta, trabalhando para que as diferenças, as imperfeições ou mesmo os erros se tornem padrão. A história também nos mostra que mudanças sociais, legislativas e históricas também acontecem por meios pacíficos.
terça-feira, 15 de março de 2011
Conexão X Desconexão
Sociedade e velhos tabus são coisas que caminham em paralelo. O tempo pode até diminuir ou sensibilizar certas barreiras, mas é algo bastante lento e complexo. O meio social ainda tem medo ou no mínimo receios em relação aquilo que parece diferente, ou coisas que a primeira vista possa parecer oposto ou muito distante. Refletindo no meu pequeno intelecto me detive a pensar sobre os casais diferenciados e que normalmente despertam os olhares atentos e por vezes preconceituosos da sociedade.Hoje em dias as pessoas começam a superar em si certas barreiras pessoais e se relacionar com pessoas, digamos, diferentes. Formam-se assim casais com diferenças raciais, religiosas, sociais, de idade, entre outras. Vejo isso como algo bom, algo bonito até, é mesmo preciso superar as fronteiras e barreiras sociais para que se viva uma real felicidade, contudo é fato que o preconceito de modo geral é algo ainda bastante vivo na nossa sociedade, apesar de enfraquecido ou mascarado com o tempo.
Vejo com determinada rotina rostos que se entortam ou olhares que ficam fixos em casais onde uma pessoa é branca e a outra negra, ou um asiático e um indígena, ou casal com diferença significativa de idade, com religiões distintas, ou ainda com realidades socias diferentes. Sei que o convívio com o diferente é algo complexo e que pode agredir de alguma forma a zona de conforto de cada pessoa, mas é preciso lembrar sempre da necessidade de respeito para o bom convívio social. Deve-se conter ainda mais o ímpeto violento contra qualquer diferença, violência esta que se demonstra por meio de olhares, agressões físicas e verbais ou mesmo a busca obsessiva por distancia daquilo que parece diferente ou extraordinario.
Vendo por outro lado admiro muito a coragem e a vontade que existe nessas pessoas que assumem relações com gente tão diferente de si. Aí é que vejo a conexão fora do comum que pode haver entre duas pessoas e ao mesmo tempo a capacidade de desconectar de antigos tabus sem sentido que são ainda mantidos na sociedade. Essa força e capacidade de desapego a normas tão irracionais é algo muito belo, visto que é justamente o abandono de coisas antigas que nos levam ao novo que pode trazer a nós a experiência de felicidades e alegrias que o antigo talvez jamais pudesse nos trazer.
Vejo que de modo geral devemos buscar a completa e complexa felicidade, independentemente da forma com que se faça, levando em consideração apenas que a minha liberdade para ser feliz não pode em momento algum impedir a felicidade de alguma pessoas que está próxima a mim. Visto isto viva a sua liberdade, seja feliz, encontre as pessoas que podem te fazer bem, por mais diferentes de você que as pessoas possam ser, você tem apenas uma vida, não a desperdice cuidando da vida de outras pessoas, apenas viva a sua felicidade.
quinta-feira, 10 de março de 2011
A Pedra: Nasce Bruh, a vingativa
A Pedra: Nasce Bruh, a vingativa: "O silêncio da noite esconde medos e desejos de vingança que nem mesmo os mais antigos e mais sábios podem imaginar ou descrever. Assim, no ..."
Noites vazias que nos preenchem.
Sabe algumas daquelas noites em que os ponteiros do relógio vão girando como uma guilhotina ou um machado que vem flutuando no ar em direção ao seu pescoço? Talvez você não saiba mesmo sobre o que estou falando, ou talvez saiba exatamente, ou ainda pode ter passado por isso inúmeras vezes, mas não tenha visto da mesma forma que eu. Pois então, esta noite foi uma dessas noites. Não que eu deva partilhar com os nobres leitores deste espaço limitado na web onde posso me expor de alguma forma, mas pensei em relatar um pouco do que possam ser esses momentos sombrios, barulhentos, inanimados e divertidos.Sei que você pode estar pensando que é um paradoxo sem importância ou significado este monte de adjetivos no mesmo contexto, mas não pense exatamente em tudo de uma única vez, veja tudo em separado, ou mesmo tudo junto, cada noite traz algo especifico e magnificamente brilhante para nós. Mas isso vai depender da forma como você analisa os momentos que vive, se for pessimista uma dessas noites pode te fazer parar em um manicômio, mas como ainda estou em clima de carnaval e envolvido por um espírito de diversão e bons frutos com astral bastante positivo, penso nas noites em claro nas quais conseguimos passar pensando em pessoas agradáveis e de ótima companhia.
Penso naquelas noites em que ficamos lembrando e repensando ótimos momentos vividos e apreciados por nós. Coisas que passam e que não percebemos, ou que só depois de um tempo conseguimos dar conta da profundidade do que foi vivido, algo muito presente nesse tempo pós carnaval. Passamos cinco dias pensando que na quarta-feira tudo virará cinzas, mas não pensamos que tudo continua em nós e em nossas mentes. Nada precisa ficar apenas na nossa memória ou nas lentes de câmeras fotográficas e diários de viagens.
Essa noite passou lenta e calma, podia ter sido apenas uma noite torturante e infeliz de insônia, mas acho que justamente pelas boas lembranças de um carnaval cheios de atividades não foi. Pude repensar em coisas que passaram e que ainda podem passar, talvez ainda em virtude dos bons acontecimentos destes dias subversivos. Apesar da hora que se extingue no cair e no passar da noite, ainda que pensando no dia que se pode passar lutando contra o sono por conta de uma noite em claro, pare pra pensar que tudo ainda pode valer a pena, as coisas nem sempre terminam quando chegam ao fim, mas o fim pode ser apenas algo para te instigar a dar um passo a mais.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Ida ao parque
Passado mais de um mês sem escrever para o blog, por falta de tempo, disposição e criatividade, hoje resolvi voltar e a melhor forma de faze-lo, seguindo o próprio nome do blog, acho que é com um pequeno surto, alguns daqueles pensamentos divertidos que surgem em meio a noite coisas e quentes no verão do Rio de Janeiro.Tudo na vida tem aquele lado bom, o lado ruim e quem sabe, variavelmente, o lado ainda pior. Ontem tive uma breve ida ao parque de "diversões", não gosto muito desse tipo de programa, mas os amigos acabam nos animando para certas saídas um tanto quanto... inesperadas. Mesmo tendo ido ontem ao parque, apenas hoje refleti sobre o que pode ser um passeio desta natureza. Um encontro entre amigos, aquele passeio agradável e romântico entre um casal, ou entre casais ou trios (cada um se diverte como gosta).
Dentre tantas distrações que existem em um parque vi por coveniencia destacar a Roda Gigante, aquele passeio agradável onde você se sente literalmente nas alturas, segurando firme a mão da sua companhia, ou apenas admirando as belezas da cidade (dependendo da cidade). Giros românticos e aproximadores, com uma bela paisagem a observar e tudo que possa tornar os giros e altos e baixos o mais agradável e divertido possível. Pipoca, algodão doce, bolinhas de papel pra atirar em quem está embaixo, coisas assim. É, mas este é apenas o lado bom da coisa.
Como disse, as coisas podem ter dois ou mais lados na vida, daí tiramos que pode acontecer de você ou sua companhia, até mesmo um estranho que resolve sentar-se ao seu lado por pura cara de pau mesmo, alguém na roda, independente de quem, ter medo de altura e achar que poderia curar o medo desta forma, a pessoa simplesmente dá um surto lá encima, começa a passar mal. Ou ainda, essa pessoa pode ter hipertensão, ou outros problemas cardíacos graves que podem leva-lo a uma morte súbita a qualquer momento, nunca se sabe o que o futuro nos reserva. Se não bastar isso a pessoa pode ter uma combinação de medo de altura, hipertensão e outros problemas cardíacos, a adrenalina por estar nas alturas segurando a mão da pessoa amada em um objeto circular de tamanho bastante grande leva essa pessoa a uma situação extrema e imediatamente ao óbito.
Ainda se levarmos para o lado pior, essa pessoa especial pode ter todos estes problemas e quando começa a passar mal começa a ter convulsões, as tremedeiras fazem com que a estrutura frágil do brinquedo se solte, aquela roda gigante começa a sair em um movimento descontrolado, atropelando pessoas, destruindo carros, atrapalhando o transito e tudo mais, a pessoa nesse momento provavelmente já não tem o coração batendo, mas a roda continua, os altos e baixos da roda passam a ter um espaço de tempo cada vez mais curto, até que ela desaba sobre uma multidão que está indo ao parque apenas para se divertir em uma noite de sábado com seus amigos, familiares, ou parceiros afetivos.
Bem, não quero ser dramático, muito menos instalar o pânico ou coisa parecida, mas apenas chamo a atenção para o fato de que devemos estar sempre atentos e forte, prontos para qualquer situação e acima de tudo, com os exames médicos em dia.
Campanha contra ataques cardíacos ou de nervos em parques de diversão ou temáticos.
Pequena homenagem à Luana Cardoso, parceira de pensamentos pouco explicaveis.
Valeu "nein"
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Novo ano, nova identidade

Com o inicio de um novo ano, antigos conceitos, duvidas, questionamentos e discussões voltam à tona na nossa sociedade e em nós mesmo. Não obstante, advêm ainda novas esperanças, desejos, sonhos e decisões. Contudo, tento ater-me a uma questão que vinha sendo levantada ao longo dos últimos anos, que acredito ainda que deva ser dialogada ao longo dos anos que se seguem, por conta da importância de uma consciência popular e do reconhecimento, acima de tudo, interno no Brasil, entre a própria população e ampliando este reconhecimento para as pessoas de outras nacionalidades.
Nós, como brasileiros que somos, devemos levantar em nós o reconhecimento, ou ainda a identificação do desejo ou mesmo do razoável conceito de brasilidade, conceito este que vem sendo amplamente debatido. Num país tão misto e até místico como o nosso é difícil se prender a uma definição, visto que definições tendem a limitar identidades, impondo assim a falta de liberdade sobre o ser. Contudo, julgo necessário a cada um de nós nos reconhecermos como este ser brasileiro, independente de raça, opção sexual, religiosa, posição social, endereço e etc.
Vejo como grande dificuldade da aceitação do nacional no Brasil a questão relativa ao respeito, de forma mais ampla, as questões regidas pela educação, esta que no Brasil é pobre, fraca, não apenas pelas nossas escolas ampla e repetidamente abandonadas por governos e sucateadas até pela própria população, o que nos leva a grande questão: a educação que parte do lar, educação que se inicia na família. Vejo este como o grande problema, uma grande massa que já não se reconhece como brasileiro, ou mesmo que não sabe exatamente como formar um conceito próprio de identidade e de nacionalidade. Essa dificuldade é ainda alimentada por uma grande dificuldade das pessoas se reconhecerem até mesmo como humanas. Numa sociedade que se vê tão preocupada com igualdade social, causa no mínimo um certo desconforto, para não falar na incompreensão, ver na TV, por exemplo, um cão melhor tratado que a própria pessoa.
Visto um longo trajeto de abandono da população de si mesmo, por conta de governos despreocupados ou de pessoas movidas por valores e desejos meramente capitalistas, chegamos ao lugar, ou o momento em que estamos. Não é, contudo, hora de cruzar os braços como se nada tivesse solução, mas sim de se mover, buscar o próprio conhecimento e passar adiante. Em uma pequena viagem para estados, ou mesmo cidades vizinhas, ou ainda dentro da nossa própria cidade, com pessoas que moram do nosso lado, ou que convivem conosco, percebemos o descaso com a própria cidade. É triste e pode soar até preconceituoso falar isso, mas as vezes vejo porcos, ao invés de pessoas, isto porque vejo pessoas que praticamente defecam no lugar onde vivem. Não falo isto de forma literal, embora possa acontecer, mas pessoas que alimentam a criminalidade compactuam com delitos, crimes, infrações, gente que sujo o ambiente onde vive, ou que destrata os seus iguais.
Vivemos querendo, quanto brasileiros, nos comparar ou buscar nos assemelhar a estrangeiros, é até aceitável, visto que devemos observar, assimilar e utilizar as coisas boas, contudo não é o que acontece. Temos uma rica cultura, uma multiplicidade imensa que é grossamente esquecida. Já a parte boa, a educação, o comportamento com os outros, a forma como se respeita o outro, o espaço o ambiente, tudo que há de melhor nas sociedades mais "avançadas" nós não buscamos aplicar a nossa sociedade.
É um tema muito amplo e que pode e deve ser debatido por muito mais tempo e em varias camadas da sociedade, mas o que quero mesmo é chamar a atenção dos leitores desde pequeno blog, para que possam dentro de suas limitações, dentro do meio em que vivem, em gestos também pequenos expor um pouco da sua consciência nacional, quer no ato de por o lixo no lugar certo, cuidando de si, mantendo uma boa relação com seus semelhantes, entre outras coisas. Que possamos vestir a nossa própria brasilidade, dentro da nossa formação, educação e desenvolvimento psicológico e social, para fortalecer a nossa personalidade e a nossa sociedade com a nossa própria expressão cultural e ideológica.
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