sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Feliz acaso

Hoje me deu vontade de escrever algo pra relaxar um pouco. O clima no Rio de Janeiro não esta nada bem, violência gritando pelas nossas ruas. Alem disso tem as cenas de intolerância e violência que tem assombrado o nosso país, assunto que vejo ao menos um pouco abordado na postagem anterior. Hoje a ideia era mesmo escrever algo pra relaxar, pensando a respeito pensei em falar de algo que tem acontecido. Esporo que o texto posso mover tanto no leitores quanto a situação tem movido em mim.

Algumas coisas acontecem de forma quase divinal, ou se aproximando do conceito de divino que temos. Pessoas que chegam na nossa vida sem aviso prévio ou sinais de abordagem. Em uma noite casual, de uma forma, a principio, ordinária, mas que se revela excepcional. A felicidade simplesmente se aproxima sorrindo e dançando, convidando para dançar juntos e brincar uma noite que perdeu o valor de ordinária.

Acredito que esses encontros não simples acasos rotineiros, ou momentos sem valor que passam. Na verdade me entristece o desvio de pessoas da mesma idade que eu, pessoas que pensam que esses encontros são apenas uma chance de beijar na boca ou o que mais a noite e a pessoa permitirem. Mas não eh assim que acontece pra mim, cada momento se torna único, indefinível e indecifravel, não pelo momento apenas, mas por tudo que ele ocasiona.

Quem poderia dizer que em uma noite de uma primavera qualquer poderia aquele sorriso desabrochar dentre tantas outras rosas e cravo? Quem imaginaria que aquele sorriso simples poderia ser apenas a porta de entrada para uma personalidade irreconhecivel e inimaginavelmente surpreendente e apaixonante? Acho que você não poderia, assim como eu mesmo não pude perceber, mas quando Deus, ou o destino, ou o que quer que você acredite, da uma chance assim, não costumo deixar passar, acho que ninguém deve deixar passar gratuitamente.

Não eh sempre que algo tão profundamente belo bate a minha porta, nessas poucas vezes faço o possível para abrir. Infelizmente certos conceitos como felicidade e amor estão tão banalizados que as pessoas acham que já não se deve lutar por eles, mas não ser'a assim, não comigo. Vamos viver juntos a possibilidade dessa paixão, mergulhar no abismo de emoção que se dispõe a nossa frente, afinal a felicidade esta em n'os, precisamos apenas de alguém que nos permita encontra-la.

"Por vezes tentando fugir da mentira contida na verdade
Encontrando as dificuldades de falsas verdades
E mentiras tão verdadeiras que chegavam a enganar
Me percebi desacreditado de sorrisos de alegria
Mas com toda beleza contida em via ela surgiu
Em meio a escuridão surgia aquele sorriso brilhante
Esplendoroso no brilho de uma verdade desconhecida
Transbordante da paz jamais encontrada em sonhos
Entre sorrisos, danças, cantos e palavras
Envolvido por aquele encontro que logo se tornara despedida
Afligi-me pela certeza do adeus, a dor da partida
Sorte a felicidade trilhar caminhos doces de volta
O reencontro ainda mais entusiasmado e certeiro
A verdade e a paz do seu sorriso volto a para ocupar meu vazio"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Opinião sobre Lei antihomofobica

Não me considero uma pessoa homofóbica e apesar de saber que o texto a seguir provavelmente irá gerar rasoavel discussão creio que seja relevante escreve-lo, mesmo porque o direito de opinião é assegurado na Constituição do nosso país.

Começo este texto dizendo que respeito a escolha das pessoas, mas acredito que cada pessoa deve ter consciência, maturidade e honra para arcar com as consequencias de suas escolhas. Não apoio nenhum tipo de preconceito, mas acho aceitável que pessoas analisem e criem seus próprios conceitos, quer em relação a coisas ou pessoas. Não defendo nenhum tipo de violência, qualquer que seja sua natureza.

Agora, caminhando para o que considero o tema central e o motivo pelo qual me sento nesta cadeira para digitar, quero falar e chamar a discussão sobre o Projeto de Lei 122, que está no senado, no momento aguardando aprovação. Esta lei se intitula anti homofóbica, contudo existem pontos nela para os quais deve ser voltada a atenção. Esta lei me parece o tipo de lei que presa pela liberdade de uns em detrimento da liberdade de outros.

Na impossibilidade de poder digitar com exatidão tais pontos por conta do tamanho final do texto vou tentar exemplificar de forma resumida algumas coisas. A lei defende que se um homem contrata alguém para cuidar do seu filho, alguém em quem ele quer confiar para ajudar na educação e instrução do seu filho da forma com a qual ele mesmo faria, mas descobre que esta pessoa contratada é homossexual, no caso do contratante demitir o contratado ele pode ser preso, a menos que eu esteja enganado são 2 a 5 anos de prisão. Um padre, pastor ou qualquer outro líder que quer defender sua crença, doutrinas com séculos ou até milénios de idade, se este líder, religioso ou não, defende a homossexualidade (desculpe, não sei se é este o atual termo tido como politicamente correto) como um erro, ele pode ser preso por 2 a 5 anos. Entre outras coisas, nestes dois pequenos exemplos já se pode perceber que a lei é no minimo um pouco anti constitucional. Vale lembrar que os exemplos valem também para negros, religiosos ou qualquer pessoa que se considere parte de uma minoria.

Como já disse, não apoio nenhum tipo de preconceito, sou contra racismo, homofobia, intolerância religiosa e tudo mais. Defendo sim penas contra qualquer ato criminoso, mas não vejo por que causa um homossexual tem direitos mais abrangentes que os demais membros da sociedade. Na minha visão, e acredito que perante a justiça também, um homem e uma mulher, ainda que homossexuais ainda são homem e mulher. Existem leis que servem para punir pessoas que praticam agressão, física ou verbal, homicídio, intolerância entre outros atos de violência. Entendo então que não seja necessária ou mesmo viável uma lei que irá dar penas mais severas a alguém que pratica um ato contra homossexual ou qualquer outro alvo de preconceito. Não consigo assimilar a razão para que uma pessoa que compõe qualquer minoria seja discriminada e amparada por uma lei especifica. E olha aí a palavra, discriminada por uma lei, como se um homossexual fosse alguém diferente, mas não é o homossexual, o negro, o indígena... não são esses os mesmo que lutam por igualdade?

É lógico que qualquer pessoa que comete um crime contra qualquer outra deve ser imediatamente punida, isso vale para qualquer pessoa, assim como os direitos amparados por lei valem também para qualquer pessoa. É preciso entender que existem ainda hoje na sociedade escolhas e atitudes que chocam, as pessoas que decidem tomar tais decisões precisam entender que elas vão ser sim alvo de olhares tortos, questionamentos e até mesmo certo preconceito, acho que isso é normal, mas é claro que tais choques sociais não podem se subverter em atos de intolerância ou violência. Acredito ainda que não podem as minorias querer quebrar conceitos e valores mantidos pela sociedade por tanto tempo em apenas alguns dias ou mesmo anos, assim como não cabe a sociedade se fechar as diferenças.

Quero contudo atentar que a gente tem o comum e triste habito de pensar que o mundo deve se curvar a nossos pés, como se fossemos obrigados a não apenas tolerar, mas concordar e amar as escolhas alheias, isso não é possível, pessoas são diferentes e com efeito vão divergir sempre em inúmeros conceitos.

Se pensar desta forma, se for necessário haver uma lei especifica para tais atos, o que já é, na minha visão, além de anti constitucional, uma afronta a liberdade de todos, acho que é valido criar um lei para quando pessoas heteros se sentirem ofendidas. Exponho aqui uma situação pela qual passei, sou heterossexual e ao caminhar pela rua usando do meu dirento de liberdade, direito de ir e vir fui abordado por um homossexual que veio tentar passar a mão em mim, quando ia para o outro lado da rua afim de fugir de confusão o individuo vinha atrás de mim. Qual seria então a atitude que eu deveria ter? Deveria eu deixar ele passar a mão em mim ou o que mais quisesse? Acho que não, mesmo porque não combina com a minha opção sexual, mas acho que se eu tivesse apenas dito que não sou homossexual, que era para o individuo se afastar de mim, se estivesse em vigor o PL122, eu poderia ser tratado como criminoso, possivelmente preso, apenas por exercer a minha liberdade de escolha.

Se você é uma pessoa sensata, heterossexual, homossexual, negro, indígena, religioso, judeu ou qualquer que seja sua ideia filosófica, sexual ou qualquer coisa, vai entender o que quis dizer com este texto e vai discutir, mas sem descer o nível ou coisa parecida. Convido-o ainda a analisar esta lei e perceber que há algo no mínimo um pouco errado nela. Peço desculpas se o foco do texto acabou ficando sobre a esfera homossexual, mas é realmente o assunto mais badalado do momento, por isso achei que seria importante e interessante falar sobre. Este texto é ainda em resposta ao nobre amigo Pedro, que me perguntou o que eu tinha contra a PL122 já que ele sabe que não sou homofóbico, espero ter respondido caro amigo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Aprender a estar de acordo

Não é suficiente concordar, mas é ainda mais importante aprender a estar de acordo, conhecer os assuntos, entender o que se fala, como se expõe, ai sim, quem sabe, concordar. Não se pode automatizar as decisões como se fosse sempre a mesma coisa, as mesmas situações. Por mais parecidas que sejam as experiências que temos ou as definições e coisas diversas que chegam a cada um de nós, é sempre diferente. Cada fato, cada acontecimento, cada verdade, sentimento, tudo chega de forma muito particular a nós, visto que cada um tem seus próprios impulsos, suas psicologias, visto ainda que cada sentimento e pensamento em nós tem o forte poder de se modificar com o tempo, é preciso estar atento para cada situação e a forma como cada verdade ou cada certeza que chega a nós.

Em dados momentos a pessoa se encontrará mais sucessível a certos impulsos e vai se sensibilizar e concordar com determinadas ações ou conceitos o que antes não acontecia, pois os impulsos são diferentes, é preciso perceber que tais mudanças de opinião não significam necessariamente uma queda de valores e princípios, mas sim uma nova percepção da vida. A gente muda com o tempo e em cada experiência conseguimos absorver novos conhecimentos e aprendizados que nos fazem reconhecer semelhantes fatos de maneiras diferentes.

De fato é fundamental estar aberto a tudo de novo que se aproxima de nós, o que não é fácil. Preconceito, medo, insegurança são coisas entranhadas na nossa sociedade, são coisas que nos impedem de vivenciar determinadas experiências, mas são também forças contra as quais precisamos lutar sempre. Conhecer novas realidade é fundamental, pois somente conhecendo é que se pode criar conceitos. Perdoem-me as pessoas que fazem isto, mas pessoas que solidificam conceitos já estão erradas, as pessoas que fazem isto sem mesmo um pouco de conhecimento de causa, são pessoas que vivem guiadas por um ímpeto de idiotice.

Não é possível ser diferente de todas as pessoas, menos ainda concordar com todos, por isso, o que é preciso fazer é estudar cada caso, cada situação, para depois criar uma conclusão e aí sim, concordar ou não. Talvez esta seja a grande dificuldade de hoje, pois as pessoas estão acostumadas a simplesmente seguir com a maré e viver conduzidos por modas, alimentados por aparências e rótulos. A grande questão, sobretudo para a juventude é saber questionar e trilhar um caminho próprio, ouvindo e assimilando conceitos e concordando ou não com o que julgar conveniente, além de rever com certa frequência os seus conceitos e conclusões para não cair na inércia. É preciso ter opinião e saber o que quer e porque quer, mas ser cego pelas própria certezas é no mínimo falta de inteligencia, ou privação da mesma.

"Um desejo de viver e outro de morrer
Viver o que creio, o que amo e a minha verdade
Morrendo sempre para o que não é meu, o que vem de outros
Vida e Morte se enfrentam diariamente na metáfora da vida
Viver para os próprio conhecimentos já é caminhar
Mas talvez não seja a melhor caminhada
Talvez seja uma caminhada cega com um único destino
Morte: Cultural, religiosa, ideológica...
Viver e morrer diariamente é essencial
Reconhecer os valores diários da vida e os temores da morte
Realidade que se deve enxergar com a alma
O peso das decisões não devem ser limites
Cada decisão se torna oportunidade de novas experiências
Certeza de novos conhecimentos e conceitos metamorfos."