segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Coloridos e idades, elos que se perderam



Pensando cheguei a humilde conclusão que todos nós quando crianças gostamos, ou temos em grande maioria a tendência de gostar de coisas coloridas, por mais gays que ela possam ser, acho que isso é normal tendo em vista a formação pscicologica da criança. A criança está começando a conhecer o mundo e adora exageros, pois quando mais coisa ela vê, sente, cheira, mais ela conhece do mundo, é como saciar a sede do saber que deve haver em cada um de nós. O problema não é haverem ídolos coloridos, mas sim o momento em que eles aparecem na vida.

Não sou pscicologo, estudante ou grande entendedor da área, mas acredito que ao longo da vida existem etapas a serem superadas, viver essas etapas em momentos errado podem render inúmeras irregularidades na vida das pessoas. A grande questão são pessoas que vem desenvolver o interesse por coloridos em um momento avançado da vida, com isso chamo a atenção para as desregularidades na sociedade de hoje.

Sabe que hoje em dia me surpreendo como os adolescentes ou até adultos querem viver como crianças, perdeu-se de forma profunda o senso de identidade, o que tantas pessoas veem como atitude, estilo, eu vejo sinceramente como falta de bom senso -podem me xingar por isso- pessoas que beiram até a terceira idade se vestindo como palhaços na rua, nada contra a profissão do palhaço, mas é uma profissão, não um passa tempo.

Onde foi que se perdeu o elo, onde foi que as crianças se tornaram adolescentes, os adultos e adolescentes se tornaram crianças, onde afinal tantas coisas, tantos valores se perderam? A critica não é apenas para os fãs de bandas infantis, ou as próprias bandas, mas a critica é a sociedade, o que está havendo, o que está de forma tão bruta desregularizado? Sei que não sou alguém com real importância pra falar tanto, mas fica no ar ao menos o pequeno questionamento, critique-se, faça algo pra mudar as coisas, me lembro de um tempo não muito distante em que os ídolos eram ídolos por algo que ofereciam, por que faziam a diferença de alguma forma, não por que botavam roupinhas coloridas e faziam musicas pobres pra agradar crianças atrasadas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Se lembrar de celebrar

Hoje, apesar da preguiça quero falar de algo mais alegre, tenho feito muitas criticas e postado uns textos meio revoltados, mas não é só de pedras que é feito um caminho, qualquer que seja. Basta parar e olhar um pouco ao seu redor e você poderá perceber que as razão para celebrar, para festejar são inúmeros, são tantos que as vezes é até meio complicado percebe-los, não, não é ironia, mas é mesmo realidade, a gente corre um alto risco de deixar as alegrias da vida escorrerem por entre os dedos, então vamos ficar atentos aí galera.

Cara, é fato que na vida tem cada quebradeira que é sinistra, mas existe também muita coisa pra se alegrar, só o fato de poder acordar em cada dia e ainda ter os sentidos já é algo celebrativo, são mesmo essas pequenas coisas que dão tanto valor a vida. Sentir o cheiro da pessoa que se ama, ver aquele rosto ou aquela cor que tanto se admira, sentir o gosto daquela torta de chocolate, tocar e sentir, perceber as formas desenhadas de cada superfície que se possa conhecer, essas coisas são de fato extremamente valorosas.

A gente abaixa muito a cabeça diante dos infortúnios que nos afligem, é preciso manter o olhar pra cima, ver aquilo que existe ao nosso redor, aquilo que está acima de nós nas ruas e admirar tantas coisas que não percebemos nas ruas (só não ande por aí olhando pro céu e de boca aberta, tem muito pombo na cidade). Quão valiosa e rara é a qualidade que as pessoas tem, quase um dom de poder ver as coisas positivas em cada esquina da vida, são raros os que conseguem ter esta percepção, mas os que tem, as vezes nem usam, acho que devíamos treinar muito mais isso, sabe, praticar a arte de sorrir.

Só sei que devíamos ter uma vida mais poética, olhar as coisas com outros olhos, claro que não é como jogar tudo para o alto e fazer o que der na telha, da forma que quiser. Todos temos responsabilidades e compromissos que não podemos abrir mãos, o que quero dizer é que não é necessário uma mudança de rotina, mas de vida, deixar a poesia prevalecer e permanecer nas entrelinhas de cada dia, chegar no fim do dia, olhar para trás e ver que o dia valeu a pena, independente do que tenha acontecido, o fim foi positivo, quer por valores ou por aprendizados. "Se lembrar de celebrar muito mais".

Inspiração e citação da musica "Reticencia" - O Teatro Mágico
"Se pudesse abrir mão de algo nos meus dias
Não abriria mão das coisas que me fazem mal
Mas abriria mão da forma como permito que me abalem
Não gosto da forma como certas coisas me deixam cego
Se fosse apenas escolher eu abriria os olhos
Aprimoraria os sentidos da alma
Me permitir elevar e enxergar a real beleza de cada gesto
Perceber a celebração que a natureza manifesta em cada ato
Respirar fundo e gozar dos aromas
Estender a mão e sentir o prazer na ponta dos dedos
Ser livre para sorrir e amar em cada lugar
Ser livre para me amar como quiser
Sem constrangimento ou receio
Simplesmente ser livre para celebrar a coisas mais simples
Celebrar diariamente a vida que posso viver."

domingo, 12 de setembro de 2010

Não se pode esquecer

Sabe que outra vez o vazio mental, a falta de criatividade e o coma de pensamentos me pegou de novo, pelo tempo para voltar a publicar vocês devem ter percebido. Em meio a essa pequena dificuldade pensei em refletir e pensar em coisas que me fizessem esquecer coisas que vinham me incomodando um pouco, mas aí foi que entrou a principal questão, cada vez que tento pensar em algo que me faça esquecer já estou pensando no que quero esquecer.

Acho triste a forma como a sociedade de hoje trabalho o "esquecimento", vejo pessoas que tentam encontrar substitutos para suas frustrações, ou sentimentos não correspondidos, vejo pessoas que fecham a porta para cada problema sem nem mesmo enfrenta-lo, mas vejo pessoas que sem perceber se deparam com problemas cada vez maiores, pois cada problema que se tenta esquecer torna-se um problema cada vez mais presente e forte.

Não digo que pessoas deviam sair por aí batendo boca e discutindo tudo que as incomoda, ou que elas devam estar sofrendo pelo resto de suas vidas por algo que as faça mal, mas digo apenas que buscar substituições vagas para cada pequena coisa que possa nos incomodar não é a melhor forma, já que as coisas para as quais fechamos os olhos, a menos que fiquemos cegos para sempre, voltam a nos assombrar cada vez que voltamos a abrir os olhos, não da mesma forma, mas esses problemas se disfarçam ao longo da vida.

O próprio vazio, ou auxência de pensamentos é algo que por vezes me engano na tentativa de me encher com novas coisas, mas o vazio permanece, crio apenas ilusões, apenas distrações para a mente, para fingir que tenho algo, muitas são as pessoas que se permitem permacer vazias sem perceber, não tente encontrar apenas soluções para os problemas, sempre que possível busque por causas, ou os problemas jamais nos abandonarão.

"A vontade de se preparar tem que ser maior que a vontade de vencer" Bob Kinght



Desculpem a dificuldade e a má escrita, é favor levar em consideraçãoq ue estou muito cansado, sem inspiração e noites mal dormidas, mas não sinta pena...rsrs

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nivel Superior?

Sei que o tema que resolvi tratar hoje certamente gera e gerará muita discussão, mas preciso falar. Como as pessoas alimentam valores tão altos a coisas que deveriam ser tão comuns. Vejo que a educação a nível de graduação deveria ser de fácil acesso a todos, mas não é isso que acontece e todos nós sabemos.

Quando vi que passei no vestibular comecei a me questionar sobre o porque de me colocar tão exacerbadamente feliz pelo resultado de uma prova se existiam ainda tantas pessoas com a mesma capacidade que eu e que não estavam ali por inúmeros motivos. Não estou dizendo que sou uma pessoa à frente do seu tempo extremamente autruista ou que as pessoas não devam ficar feliz por suas conquistas, mas será que não é algo a se pensar?

Penso ainda que a graduação é tida pela sociedade apenas como mais um nível de exclusão, nível superior, superior a que? Eu vejo alunos graduandos que se colocam realmente em outro nível, que se vangloriam sobre os estudantes do ainda "ensino médio", vejo concursados que se sente gritantemente superiores aos seus colegas apenas por conta de um diploma, mas não são ambos pessoas acima de tudo? Não são ambos concursados?

A nossa sociedade é mesmo muito mesquinha, não consigo me sentir tão contente assim por estar numa faculdade, mesmo pública, ao ver a minha volta inúmeras pessoas que sofrem por não ter conseguido este mérito por motivos alheios a sua vontade, motivos estes que são muitas vezes causados por graduados como eu serei. Nível superior se torna então uma oportunidade mais de acesso ao conhecimento, a informação ou apenas mais uma divisão, mais uma forma de preconceito disfarçado?

Isso sem falar de trotes e outros tipos de brincadeiras sofridas com o ingresso na universidade. Como imaginar uma pessoa que perde parte da sua vida social por um ano ou mais para ingressar na universidade e quando finalmente consegue tem que se submeter a brincadeiras no mínimo primitivas de outras pessoas que estão no "nível superior"? Será que estou mesmo no nível superior ou é apenas a sociedade que é tão mesquinha que mal sabe classificar as suas etapas de conhecimentos? Será que deve-se realmente haver esta divisão de níveis?

Chego ainda naqueles que tem a chance de ingressar numa universidade, mas que não tem ainda as condições necessárias para manter os seus estudos, são preços exorbitantes de xerox, passagens, alimentação, entre outras coisas. O governos diz ajudar estas pessoas com bolsas auxilio, mas essas bolsas não são meras migalhas jogadas aos porcos? Quem consegue se manter pagando passagem, alimentação e xerox com algo na faixa de R$300.00 (trezentos reais)? Com isso muitos estudantes são forçados a abandonar o "nível superior" e ser mais uma vez tratados como inferiores.

Não quero com essas palavras dizer que pessoas não devam comemorar seus méritos e conquistas, mas venho apenas com a minha pequena capacidade filosófica tentar instalar na mente daqueles que lêem este texto um pouco de questionamento sobre o que acontece na nossa sociedade, o que acontece com aqueles que são iguais a nós e são tratados de forma tão diferente por condições que eles não tiveram a chance de escolher.

Quero neste ultimo paragrafo pedir desculpar por tantas retóricas, mas espero que algum tipo de pensamento, algum tipo de questionamento possa ter surgido aí, onde você está. Mais ainda, espero que quando for você o graduado, quando você estiver no nível acima dos demais que tenha a sensatez e a humanidade de ao menos tentar igualar os níveis da sociedade, ninguém é melhor ou pior que ninguém. Não necessitamos de divisões preconceituosas daqueles que precisam se elevar por pequenos atos próprios ou por coisas que deveriam ser direito de todos.